Wellington Duarte

14/08/2021
O Delírio Bolsonarista Ameaça o  BraZil
 
 
A prisão de Roberto Jefferson, presidente do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que mergulhou de corpo e alma no bolsonarismo mais violento e chula, com sucessivas postagens ameaçadoras, inclusive com fotos portando diversos tipos de armas, e, que segundo o autor do pedido de prisão, o ministro do STF, Alexandre de Morais, o elemento responderá por nada menos que onze crime, não afetou em nada a desfaçatez a Procuradoria-Geral da República (PGR) que, por meio da subprocuradora Lindora Araújo, disse que o STF não seria o foro competente e, pasmem, repetiu o chavão bolsonarista-fascista que a prisão do indivíduo “cercearia a liberdade de expressão”.
 
Chega a ser patético a confusão mental dos bolsonaristas, todos eles com postura nazifascista e que acusam o STF de ser, ora nazista, ora comunista. A debilidade mental desses indivíduos delirantes os torna perigosos. Há, também, os espertinhos, como o vice-presidente Mourão que disse candidamente que “mandar prender é complicado”. Não há limites para a degradação moral dos bolsonaristas.
 
Sem o anteparo da PGR, hoje um colchão protetor do nazifascismo bolsonarista, as instituições tentam se defender do presidente da república e, mesmo com forte pressão, vinda nesse momento da CPI da COVID, o Mandrião não arrefece, até porque sua natureza bélica e sua capacidade política limitada, o impedem de forjar maiorias pela negociação. Bolsonaro é a forma mais concreta do caos.
 
As sucessivas derrotas que vem tendo, porém, não fez, e não fará, Bolsonaro mudar o discurso. A maior prova de sua completa incapacidade de se mover politicamente, foi o compromisso que teria assumido com Arthur Lira, de respeitar o resultado da votação sobre o bisonho “voto impresso” e horas depois estava, de novo, soltando faísca na sua live semanal, uma mistura de al-Qaeda com Zorra Total.
 
Sem se importar com o seu entorno, ou seja, o país, cuja metade das famílias já enfrentou, esse ano, algum tipo de insegurança alimentar e que vive sob o pânico da pandemia, o medo do desemprego e o desespero de um “não futuro”, o presidente da república só faz uma coisa: campanha eleitoral permanente. E nas barbas do TSE, que vive soltando notas sobre as mentiras do Mandrião a respeito da segurança das eleições.
 
Nós estamos, como um país, numa situação tão ridícula aos olhos do mundo, que nos olha com temor que caiamos numa ditadura “estilo século XXI”, sem tanques nas ruas, mas com o parlamento e o Judiciário controlados e uma mídia leniente, como aliás foi no Golpe de 2016.
 
A república democrática, nascida dos escombros de vinte e um anos de uma sórdida ditadura, tem enfrentado instabilidades permanentes, com esse presidencialismo de coalizão e com um sistema político confuso, foi trincada pela deposição da presidenta Dilma Rousseff, um conluio abjeto das nossas patéticas elites com interesses externos, representados pelo bando da Lava a Jato, e agora está às portas de ser totalmente destruída, por um político ridículo, cuja existência política é medíocre, e que só está onde está por uma série de fatores que ainda serão explicados.
 
Só há uma única forma de impedir essa catástrofe: união de todos os brasileiros para exorcizar esse ser maléfico das nossas estruturas republicanas e democráticas. E isso já deveria ter sido feito, mas sempre há tempo.