Wellington Duarte

22/05/2021
 
A  “Cepa Indiana” e o  Mandrião : um caso de amor perfeito
 
 
A  B.1.617 chegou ao Brasil. Veio de navio e desembarcou em São Luís, depois de ter provocado uma devastação de proporções bíblicas na Índia, deixando o presidente Ram Nath Kovind, uma reacionário de extrema-direita, à beira de um ataque de nervos.
 
Chamada de “cepa indiana” ela veio como uma variante mais mortífera do Sars Cov2, sendo classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como “variante de atenção”, junto com a B.1.1.7 (Reino Unido), a B.1.351 (África do Sul) e a P.1 (Brasil). 
 
A população brasileira que enfrenta o coronavírus e o “vírus bolsonaris”, talvez mais mortífero que a “cepa indiana”, e que já viu tombar mais de 444 mil pessoas, agora se vê às voltas com mais essa ameaça. 
 
O lógico seria que o país estivesse numa batalha contra o vírus munido de vacinas, com uma estratégia global de vacinação e com uma coordenação competente para atuar contra a pandemia mitigando seus efeitos. 
 
Mas esse não é o caso. Temos um presidente que simplesmente decidiu aliar-se ao vírus e impôs uma política genocida para toda a população, principalmente a mais pobre. É o presidente mais tosco que esse país já teve e seu grau de imbecilidade, estupidez e cretinice, todos os dias sobe mais um grau.  Com essas “qualificações” temos sorte quando ele passa o dia calado, ou reunido com algum cantor sertanejo ou pastor, exercitando sua nulidade.
 
Quando o Mandrião resolve trabalhar, algo realmente raro porque sua principal ação é chafurdar e acanalhar, o brasileiro se ajoelha e reza, porque certamente alguma sandice sairá do pequeno cérebro do nosso chefe de Estado.
 
Especialistas, cientistas, governadores prefeitos já estão de cabelo pé imaginando como será o impacto da “cepa indiana” quando ela, de fato, se espalhar pelo país. Nossa vacinação, com a velocidade de Barrichello, não é páreo para o Sars Cov-2 e o braZileiro, que parece gostar de piorar o que já está ruim, parece ainda não ter compreendido exatamente o que significa essa mortandade bíblica que nos impactou e renunciou a vez, do distanciamento social, qualquer que seja o grau dele.
 
O mais temeroso é que, com essa verdadeira esculhambação em que se transformou o processo de vacinação nesse país, a “cepa indiana” atinja mais duramente a população.
 
Oremos.