Renato Moraes

02/03/2022

 

Um roteiro pela Borborema potiguar

Nossa dica de hoje é um roteiro por cinco municípios da Borborema potiguar: Serra de São Bento, Montanhas, Nova Cruz, Sítio Novo e Tangará. Borborema vem do tupi ybymbore'yma, que significa “terra sem habitantes" (yby, terra + mbora, povo + e'yma, sem). A região é composta, no total, por 16 cidades. 

Com a chuva dos últimos dias pelo interior, a vegetação castigada pela estiagem se veste de esperança em vários tons de verde, tornando a viagem ainda mais agradável. De Natal a Serra de São Bento são 134 km. A região favorece a prática do ecoturismo e esportes radicais. Cavalgadas, trekking, moutain bike e trilhas pelo sertão estão entre as atividades mais procuradas pelos visitantes.

Já Montanhas está mais próxima da capital – menos de 100 km. Como sugere o nome do município, os principais destaques são a Pedra do Serrote, Pedra do Oratório e a Lagoa de Montanhas.

De Natal a Nova Cruz são 115 km. A principal atração é a Casa de Cultura Popular, que guarda o patrimônio histórico imaterial da região resgatado em lendas e “causos”.  O prédio, antiga estação ferroviária da cidade, foi construído em 1883.

Se você gosta de arquitetura medieval, o destaque em Sítio Novo é o Castelo de Zé Monte, localizando no alto da Serra dos Tapuios. A construção levou mais de 20 anos e o proprietário atribui a obra a uma aparição de Nossa Senhora, que lhe ordenou construir o castelo e suas 13 torres. Sítio Novo fica a 115 km da capital potiguar.

Em Tangará, distante 93 km, uma das atrações, além do famoso pastel, é o museu de Teodorico Bezerra, na fazenda Irapuru, nos arredores do município. Líder político, proprietário de terras, Teodorico Bezerra, falecido em 1994, é considerado um dos últimos coronéis da região. Foi o maior produtor de algodão do RN.

Outro ponto conhecido é um local de peregrinação religiosa, um mirante a cerca de 200 metros acima do nível do mar. O Cruzeiro São Francisco fica no alto de uma gigantesca pedra, no Sítio Serrote Branco, e proporciona um belo panorama da paisagem da região.

Então, pé na estrada, pois, como dizia Cascudo, “quem não tiver debaixo dos pés da alma a areia de sua terra não resiste aos atritos da sua viagem na vida, acaba incolor, inodoro e insípido, parecido com todos”.