Renato Moraes

16/02/2022

 

Esse ano não tem carnaval ...

Pois então, esse ano não tem Carnaval. Parece letra de música, mas é real. Uma realidade diferente, mas o que importa mesmo é que a gente tenha saúde pra curtir os próximos. O carnaval de Natal tem lá seu folclore. 

Lá pelo início do século XX, por exemplo, em 20 de fevereiro de 1900, em pleno carnaval, o chefe da polícia, doutor Francisco Carlos Pinheiro da Câmara, o Chico Farofa, proibiu o Entrudo d’água, tinta e massas. É o que nos conta Câmara Cascudo, em História da Cidade do Natal. Entrudo eram as brincadeiras de rua em que a população usava esse tipo de material para brincar o carnaval. Com o tempo, virou o mela-mela.

Já em pleno século XIX, 26 de fevereiro de 1852, o chefe da polícia (sempre a polícia!!!), doutor José Lourenço Santiago, propõe à Assembleia Provincial multar em 30 reis as pessoas encontradas em estado de embriaguez. Se a moda pega ...

Falando em história, na próxima sexta, dia 18, Nísia Floresta completa 170 anos de emancipação política da então Vila de Papari. Uma ótima pedida para um passeio no final de semana. Papary é palavra indígena que significa salto do peixe. É uma referência à fartura de pescado nas lagoas da região. Uma delas tinha justamente esse nome: papary, que também dá nome à antiga estação ferroviária da cidade. No local funciona hoje um restaurante de comida regional e frutos do mar.

Desde 1948 a cidade leva o nome de uma das maiores escritoras nascidas no estado, Dionísia Gonçalves Pinto, que usava o pseudônimo de Nísia Floresta. Suas praias mais conhecidas são Búzios, Pirambúzios, Camurupim, Barreta e a Baía dos Golfinhos em Tabatinga. Ainda nos seus limites estão as lagoas do Bonfim e do Carcará, e mais uma dezena de outras. Em Nísia, não deixe de visitar a Matriz de Nossa Senhora do Ó, padroeira da cidade. Outras atrações são o gigantesco e centenário baobá famosa na cidade e o mausoléu da escritora.

Bom carnaval. Ops! Tenham todos um excelente final de semana.