Contra retrocessos, ADURN participa de ato por impeachment de Bolsonaro no dia 2 de outubro

23/09/2021


 

No dia 2 de outubro, movimentos sociais, entidades de juventude, partidos e centrais sindicais tomarão novamente as ruas do Brasil em defesa da vida, do impeachment, contra a fome e a carestia, o desemprego, autoritarismo e contra a retirada de direitos. Este será o sexto ato nacional convocado pela Campanha Fora Bolsonaro. Em Natal, a manifestação se concentrará às 15h no Midway Mall.

Nesta terça-feira (21), em discurso na ONU, o presidente adicionou mais um gás ao coro que pede sua saída ao mentir e distorcer dados deliberadamente. Bolsonaro afirmou que “estamos há dois anos e oito meses sem qualquer caso concreto de corrupção”, apesar dos escândalos da Covaxin e das rachadinhas apontarem o contrário. O presidente ainda criticou o lockdown e defendeu o tratamento precoce, que não possui eficácia contra a covid-19.

Outra marca do protesto será a luta contra a Reforma Administrativa. Desde o dia 13 de setembro, servidores estão em caravana em Brasília para pressionar deputados a rejeitarem a Proposta de Emenda à Constituição. O PROIFES-Federação e o ADURN-Sindicato estão atuando na capital federal, reforçando a defesa dos serviços públicos. As ações tem surtido efeito. Graças às pressões dos sindicatos, a votação já foi adiada duas vezes. As derrotas sinalizam a debilidade do governo e a força da unidade para barrar retrocessos. 

Por tudo isso, o ADURN-Sindicato convoca professores, estudantes e população para o ato do dia 2 de outubro. Para Isaura Brandão, vice-presidenta do ADURN-Sindicato, é preciso mobilização para mudar o quadro de crise social. “É fundamental ocuparmos as ruas de todo o país pelo #ForaBolsonaro. Não podemos mais assistir ao desmonte do Estado. Precisamos lutar em favor da vida, da melhoria das condições de renda, contra a miséria que assola o país, além da necessidade de intensificar a luta contra a Reforma Administrativa de Guedes e Bolsonaro, que só causará danos aos servidores, ao serviço público e à população de maneira geral”, afirma.