Em CPI, senador ataca Consórcio Nordeste e São Paulo. Governadores reagem

20/05/2021


Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

 

Após o senador Marcos Rogério (DEM-RO) exibir vídeo de governadores do Consórcio Nordeste e do governador João Doria (PSDB), de São Paulo, defendendo uso da hidroxicloroquina de acordo com recomendação médica, ainda no início da pandemia, senadores iniciaram uma discussão e Omar Aziz (PSD-AM) suspendeu temporariamente o depoimento de Eduardo Pazuello.

Ao Congresso em Foco Marcos Rogério disse acreditar que requerimentos que convocam os governadores serão votados na próxima semana. “Vamos votar a convocação de governadores, a não ser que o G7 [grupo de senadores que se declararam independentes ou contra o governo na CPI da Covid] que quer blindar as suspeitas de corrupção não queira”, disse.

A ofensiva de Marcos Rogério causou reações imediatas dos governadores e do seu próprio partido, que foi às redes sociais afirmar que "as posições do senador Marcos Rogério na CPI refletem seu pensamento como parlamentar, e não como partido. Desde o início da pandemia, o compromisso do Democratas com a ciência e a preservação da vida se faz evidente em nossas gestões pelo Brasil."

Flávio Dino, Governador do Maranhão, postou declaração via rede social: "A respeito de manipulação de vídeo, de abril de 2020, na CPI do Senado, o documento abaixo prova a posição oficial que adotamos em maio de 2020. Jamais carreguei caixa de remédio nem tentei empurrar nas pessoas (ou em emas). Não aceito ser nivelado com irresponsáveis."

Wellington Dias, Governador do Piauí, se manisfestou via rede social: "Um vídeo exibido em sessão da CPI da Covid no Senado Federal hoje foi gravado em abril de 2020 e, ao contrário do que foi dito, não está receitando cloroquina, mas afirmando o compromisso do Governo do Piauí de manter o abastecimento de medicamentos nas farmácias dos hospitais." e acrescentou, "assim, os médicos utilizariam em seus atendimentos de acordo com suas necessidades. O critério da ciência para receitar qualquer medicamento sempre foi e será do médico".

Fonte: Congresso em Foco