“André Mendonça envergonha os evangélicos”, afirma Silas Malafaia

22/04/2022


Foto: brasil247.com

 

Em vídeo publicado em suas redes sociais, nesta quinta-feira (21), o pastor Silas Malafaia comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em condenar o deputado Daniel Silveira (PSL-SP) por ataques contra as instituições. O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo também revelou sua “extrema decepção” com o ministro André Mendonça, descrito pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) como “terrivelmente evangélico”. 

 

Malafaia, que tem sido um dos religiosos mais próximos do atual mandatário, atacou os presidentes da Cãmara e do Senado, classificando-os como “covardes”. Ademais, em relação a Mendonça, o pastor disse que o colega “envergonha o povo evangélico”, na medida em que ele “se rendeu a Moraes”, votando favoravelmente pela condenação do parlamentar bolsonarista. 

 

Em ataque direto ao STF, Malafaia acusa a Suprema Corte de estabelecer um tribunal de exceção no país, tendo em vista que, segundo o religioso, promovem punições a políticos que apenas exercem sua liberdade de expressão. Alexandre de Moraes, que tem sido um dos principais rivais de Bolsonaro durante sua gestão, também foi alvo das críticas por parte do evangélico. “Alexandre de Moraes é vítima, acusador, julgador e carrasco. Nem poderia participar do processo. Isso é uma vergonha. Fez mil manobras para condenar o réu. Ditador, cretino, desgraçado”, disparou. 

 

Em defesa ao seu voto no caso de Silveira e em relação aos comentários de Malafaia, André Mendonça, por meio do seu Twitter, ratificou que é preciso “separar o joio do trigo” e que não poderia endossar atos de violência contra as instituições republicanas. “Diante das várias manifestações sobre o meu voto ontem, sinto-me no dever de esclarecer que: [a] como cristão, não creio tenha sido chamado para endossar comportamentos que incitam atos de violência contra pessoas determinadas; e [b] como jurista, a avalizar graves ameaças físicas contra quem quer que seja. Há formas e formas de se fazerem as coisas. E é preciso se separar o joio do trigo, sob pena de o trigo pagar pelo joio”, escreveu o ministro.