Operação ´Fura-fila`: Software israelense pode recuperar mensagens apagadas

24/04/2021

Por: Genilson Souto
O software israelense Cellebrite Premium que recuperou mensagens apagadas dos celulares de Dr. Jairinho (Vereador afastado do  Solidariedade) e Monique Medeiros foi fundamental para a prisão do casal no Rio de Janeiro em mais um caso de violência contra uma criança que chocou o país, segundo uma fonte  deve estar chegando ao Rio Grande do Norte. 
 
Desde o início da semana quando teve início a operação "Fura Fila", se busca informações sobre esse escândalo que assusta diversos políticos chamando a atenção da sociedade e autoridades do MP e polícia que atuam no caso. E o que se comenta na boca miúda é que 'diversos diálogos comprometedores' foram deletados dos aparelhos de vários envolvidos,  muitos destes, não tiveram seus nomes divulgados. Pelo menos até agora...
 
A importância do uso do software na descoberta de mais elementos para os autos do processo da operação, pode ser o caminho mais rápido para a elucidação do caso. Ainda de acordo com a fonte jornalística, às autoridades envolvidas estão preocupadas por que 'fizeram muitos pedidos irregulares' aos mentores do sistema criminoso.
 
CRESCE EXPECTATIVA DA REVELAÇÃO DE MAIS ENVOLVIDOS 
 
Essa possibilidade chama a atenção da sociedade organizada e  que faz um questionamento:  além do vereador de Parnamirim, Diogo Rodrigues (PSD), e do deputado estadual, Souza Neto (PSB), quais políticos com mandatos fazem parte do esquema criminoso?
 
O que os 27 promotores ainda vão revelar sobre os trabalhos ? Se estão usando a ferramenta,  que elementos teremos que pode atingir em cheio politicos considerados de vida ilibada?
 
"Ela é muito importante para auxiliar no processo de elucidação da operação "Fura Fila" já nos próximos dias" disse.
 
O que é o Cellebrite Premium?
 
É uma linha de serviços prestada pela Cellebrite, uma empresa de Israel que oferece tecnologias para a perícia de dispositivos eletrônicos.
A Cellebrite tem diversas concorrentes nesse mercado, mas é um dos nomes mais conhecidos
Como as empresas prometem comercializar suas soluções apenas para autoridades policiais, a disponibilidade do serviço é limitada.
 
Além disso, investigadores devem coletar dados de modo a preservar a validade jurídica da prova. O método de extração deve evitar a possibilidade de manipulação de dados ou alterações que prejudiquem a consistência da informação.
 
As soluções de perícia normalmente adotam mecanismos de coleta que facilitam esse trabalho, copiando dados de forma integral. Isso ajuda a recuperar dados perdidos ou apagados.
 
Cellebrite já foi usado na Lava Jato
 
Os serviços da Cellebrite já foram utilizados em outras investigações no Brasil e no exterior.
 
A Polícia Federal, por exemplo, conta com o UFED (Dispositivo de Extração Forense Universal, em tradução da sigla em inglês) um aparelho que vem em uma maleta e possui equipamentos e programas de computador para desbloquear aparelhos.
 
O produto foi utilizado em perícias realizadas pela Lava Jato, segundo relatórios da PF.
 
O próprio site da Cellebrite afirma que a polícia utilizou seus serviços na Operação Enterprise, que investigou tráfico internacional de drogas.
 
Em 2019, o Ministério Público do Rio de Janeiro conseguiu autorização da Justiça carioca para usar as soluções da companhia na investigação da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes.
 
O Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina (IGP/SC) conta com um equipamento similar da mesma empresa desde agosto de 2020. Um comunicado da instituição afirma que ele custou R$ 265 mil.