Diretor da Orto Rio fala sobre reabilitação, acessibilidade e paraesporte

02/11/2016

Por: José Pinto Junior
Foto: Tiago Rebolo
Estamos vivendo um momento de crise. Nesses 34 anos de existência da Orto Rio, você encontra algum momento semelhante ao atual?
Tivemos péssimos momentos, mas o momento atual está bastante complicado mesmo. Mas eu preferiria trocar essa palavra por “luta”, “batalha”, “inovações”... Gosto de fazer qualquer uma outra coisa que não reclamar.
 
Nós tivemos nas décadas de 1980/90 um período de inflação galopante, quando era muito difícil planejar a empresa.
Exatamente! Esse período, um pouco antes do Plano Cruzado, era terrível. Um cliente chegava e pedia um orçamento. Se demorasse uma semana, já não havia mais condição de atendê-lo. Era um efeito dominó: o fornecedor passava isso para a gente, e nós tínhamos que repassar para o cliente.
 
Com quais inovações no segmento de prótese a Orto Rio trabalha?
A novidade no tocante a prótese são as fibras de carbono, joelhos hidráulicos, pneumáticos e a prótese computadorizada. Isso é fantástico. A fibra de carbono é uma evolução muito grande. Traz muita leveza, precisão de encaixe, válvulas de segurança, de expulsão e de pressão. É um sistema de segurança, pelo qual a prótese não sai de jeito nenhum.
 
O sr. tem muita atenção com o esporte paraolímpico. Fale um pouco da sua visão do esporte.
Estimular o esporte paraolímpico foi uma visão que tivemos na empresa desde o início. Começamos a patrocinar a natação e passamos a ajudar alguns atletas. Foi então que surgiu o Gleidson Soares, a primeira expressão internacional no estado. Depois, Denis Fonseca e outros nomes. Eu era muito interessado em ver a atividade desse pessoal que vinha da reabilitação. A Orto Rio trabalha reabilitação, acessibilidade e inclusão. Então, nos interessamos e formamos equipes de natação, basquete sobre rodas e futebol de amputados. Sempre patrocinamos por meio da SADEF (Sociedade Amigos do Deficiente Físico). Em seguida, veio o Clodoaldo Silva, que foi um fenômeno das piscinas e deu muita visibilidade ao Rio Grande do Norte e à natação paraolímpica. Eu costumo dizer que não existe deficiência. Na hora que se dá a condição, que se dá o dispositivo para auxiliar qualquer limitação, é provada uma superação muito boa por sinal.