Diretor da Oral Implante fala sobre Odontologia, desafios e saúde bucal infantil

10/07/2016

Por: José Pinto Junior
Foto: Tiago Rebolo
A sua clínica já existe há 10 anos. Quais são hoje os principais desafios da Odontologia?
Hoje o principal desafio é reabilitação do paciente. Atualmente, nós enfrentamos muitos desafios em pacientes que vêm totalmente descaracterizados, totalmente sem osso nos dentes. Ele tem um sonho, de ser reabilitado, um sonho em ter dentes sadios. Esse é nosso desafio, proporcionar esses dentes novos, sadios. E hoje há a modernidade dos materiais, que vieram ajudar a nós, cirurgiões dentistas, a reabilitarmos nossos pacientes com mais facilidade.
 
E quanto à formação dos profissionais?
Outro desafio hoje para a odontologia, a meu ver,  é a ética. Nós temos que ser muito éticos com nossos pacientes. O segundo desafio, a odontologia ela vem avançando, não só com diversos cursos de pós-graduação, os cursos profissionalizantes que vem se desenvolvendo, não só no nosso estado, mas também no resto do Brasil. E a terceira é a tecnologia. Ela veio para agregar e veio para ficar, e está ajudando cada vez mais os profissionais que vêm se preparando para isso.
 
Esses equipamentos, a maioria são importados?
Não. Hoje existem equipamentos de cunho nacional, isso vem a baratear ainda mais a nossa odontologia. Não que eles sejam de inferior qualidade, pelo contrário, existe uma forte concorrência da indústria nacional, que vem se equiparando cada vez mais com a indústria de material importado.
 
Então, nesse quesito, o dólar hoje estar valendo três vezes mais que o real, não impactou no que diz respeito ao custo do trabalho do implante, por exemplo?
Não é bem assim. Em alguns casos, como material produzido no Brasil, não afeta. Algumas empresas nacionais investem muito em pesquisas, e essas pesquisas são feitas no exterior. Então, o dólar vem impactar o nosso país todo. Não tem como escapar. Veio impactar o país todo, o nosso estado também.
 
E nessa área de enxerto, o Rio Grande do Norte tem avançado?
Com certeza. Na área de enxertos, existem várias técnicas, existe um cunho de profissionais, não só na Oral Implante, mas no Rio Grande do Norte existe um leque de profissionais preparados para isso. Com o advento dos biomateriais que vêm agregar à tecnologia dos implantes, nos dá a possibilidade de reabilitar esses pacientes.
 
Quais as sua palavras para as pessoas que têm crianças pequenas? Quais as atitudes que os pais devem tomar? 
Primeiro, eu costumo dizer que a higiene da criança é o espelho da higiene do pai e da mãe. Segundo, devemos orientar as crianças a escovar os dentes, criar um hábito, o fio dental, uma escova macia ou extra-macia, o uso do creme dental para criança, a procura a um odontopediatra. Não é minha especialidade, mas toda criança que chega na minha clínica, no meu consultório, eu indico um odontopediatra. Se eu não tenho um odontopediatra na clínica, indico para um amigo, ou para uma amiga que atenda nessa área. É muito importante. Um clínico geral atender uma criança é diferente de um odontopediatra atender essa criança, existe todo um condicionamento para isso.
 
A sua clínica já existe há 10 anos, não?
Sim, dez anos no mercado. Estamos localizados na rua Mipibu, 350, em Petrópolis, e nosso telefone é 3201-0973. Estamos há quase dez anos no mercado. Eu acho que quem seleciona o mercado é o próprio paciente, a melhor propaganda é o “boca-a-boca”, é o paciente que nos procura.