Ananda Carvalho

02/01/2020
 
Os MUITOS filmes de Shakespeare
 
Não é segredo para ninguém que Shakespeare é um dos maiores dramaturgos da história, talvez o maior, e tido como o mais influente dramaturgo do mundo. Suas peças  são adaptadas até hoje, de forma completamente baseadas ou não; é interessante ver suas peças foram adaptadas de diversas formas, ou que servem (e provavelmente nunca deixarão de servir) de inspiração para inúmeras obras até hoje.
 
Umas das suas maiores obras, Hamlet foi inspiração para muitos filmes, desde os que adaptava completamente a obra às os que utilizaram do seu enredo nos mais diversos ambientes, como “Inimigos do Império”, ambientado na China; “Homem mau dorme bem”, “A morte se veste de negro”, e o grande clássico “Rei Leão” são outros exemplos de filmes que utilizam do enredo da peça.
 
“A Megera Domada” é outra obra responsável por várias adaptações cinematográficas, provavelmente a mais famosa sendo “10 Coisas Eu que eu odeio em Você”. “Macabeth” é outra obra do autor Inglês que com seu enredo cercado de grandes ambições e poder, tem vários representantes passando pelo Japão Feudal com “Trono manchado de sangue”, e “Homens de respeito”, com sua versão Mafiosa da peça.
 
Outras inúmeras peças de Shakespeare já foram adaptas com o tempo, mas provavelmente nenhuma tanto quanto “Romeu e Julieta”, além dos muitíssimos filmes de Romeu e Julieta simplesmente, o que não faltaram foram filmes baseados no enredo de duas famílias rivais, alternando os motivos, e os protagonistas apaixonados, como “Amor Sublime Amor”, curiosamente “Rei Leão 2: O reino de Simba”; Inclusive no Brasil já tivemos a versão comandada pelo Maurício de Souza com “Mônica e Cebolinha – No Mundo de Romeu e Julieta” e o filme “O casamento de romeu e julieta, no melhor estilo nacional pondo a realidade devido a serem Corintianos e Palmeirenses. 
 
Obviamente se eu falasse de cada obra que serviu de inspiração ou que foi adaptada, daria um livro, o qual existe até, “The Rough Guide to Shakespeare”, de Andrew Dickson, com uma cobertura completa por todas as peças, adaptações feitas, tudo. Indo ainda mais a fundo em “Shakespeare: A Invenção do Humano”, Harold Bloom, analisa uma a uma das peças, defendendo que Shakespeare efetivamente inventou o Homem, da forma que conhecemos.
 
Citando a própria sinopse do livro “A capacidade de evolução por uma relação consigo mesmo, e não com Deus ou deuses, a habilidade em mergulhar na difícil e desafiadora viagem do autoconhecimento pela reflexão têm início na obra de Shakespeare”.