Médicos deflagram greve no RN a partir de segunda-feira (28)

28/03/2022


 

Após dois dias trabalhando em situação de Estado de Greve, sem qualquer sinalização de negociação por parte da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap), os médicos do Estado realizaram uma nova assembleia na noite desta quinta-feira (24), no Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed-RN), para avaliar os próximos passos da mobilização.

Os médicos decidiram, em votação unânime, pela paralisação, por tempo indeterminado, a partir das 7 horas da manhã do dia 28 de março de 2022.

Dessa forma, fica suspensa a realização de consultas ambulatoriais e a realização de cirurgias eletivas. Já o atendimento de urgência tem redução 30% no quadro de profissionais.

De acordo com Geraldo Ferreira, presidente do Sinmed RN, os médicos estão tomando todos os cuidados para minimizar os transtornos. “Os atendimentos de urgência e emergência serão preservados para que a população não sofra ainda mais, castigada por um governo que não cuida da saúde”, afirmou. 

Pelo menos 2.500 médicos reivindicam a inclusão do reajuste de internível de 3% na reestruturação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) – assim como foi concedido a todas as categorias da área da saúde, menos aos médicos e cirurgiões dentistas – paridade salarial entre ativos e aposentados e gratificação por qualificação.

Descumprimento de acordo motiva greve

Em assembleia realizada no dia 17 de março, a categoria aprovou a proposta enviada pelo secretário de saúde, Cipriano Maia, com relação às mudanças no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) do estado, que previa o escalonamento da implementação do reajuste de internível e a inclusão da gratificação por especialização.

No dia 22 de março, em reunião com o Sinmed RN, o secretário informou que a inclusão da gratificação havia ficado fora da proposta do governo. No mesmo dia, os médicos aprovaram Estado de Greve, sem paralisação dos atendimentos, com objetivo de pressionar uma negociação por parte da Sesap.

Sem nenhuma contraproposta da Secretaria, a greve, desta vez com paralisação nos atendimentos, foi aprovada em assembleia no dia 24 de março.