Bolsonaro sobre a opção de não se vacinar: “deixa eu morrer, o problema é meu”

03/12/2021

Por: Otávio Albuquerque
Foto: oglobo.globo.com

 

Nesta quinta-feira (2), na sua tradicional live, o presidente Jair Bolsonaro, recentemente filiado ao Partido Liberal (PL), deu uma declaração sobre a sua postura de não aderir ao processo de vacinação. Para ratificar que não pretende se imunizar, o atual chefe do executivo federal adotou um tom agressivo. "Deixa eu morrer, problema é meu". 


De acordo com Jair Bolsonaro, como forma de justificar sua decisão pela não imunização, há uma campanha generalizada por parte da imprensa e de setores de base progressista em prol da sua morte. "Eu vejo –acompanho mídias sociais e o pessoal mostra para mim– muita gente de esquerda, em especial, querendo a minha morte. Se quer a minha morte, por que fica querendo exigir que eu tome a vacina? Deixa eu morrer, problema é meu, tá?", questionou o mandatário. 


Em relação à continuidade do processo de imunização no Brasil, pelo fato de ter 66 anos, o presidente Bolsonaro poderia ter se vacinado desde o dia 3 de abril no Distrito Federal. No entanto, segundo ele, a partir de afirmações reiteradas, as vacinas em circulação no mundo são experimentais e que, por já ter adquirido o vírus, está imune.


Por fim, Bolsonaro reafirmou sua posição de que as vacinas são facultativas. Ademais, o mandatário aproveitou a oportunidade da transmissão para questionar sobre a viabilidade do pedido da Pfizer à Anvisa para que liberasse a vacinação para crianças de 6 meses a 5 anos. “Trata-se de uma "decisão complicada para qualquer pai", comentou de forma sucinta.