Professora pesquisadora do ISD, em Macaíba, vence prêmio internacional de neurociências

16/09/2021

Por: Redação do PN
 
 
À frente do Memory Research Lab [Laboratório de Pesquisas da Memória] do Instituto Santos Dumont (ISD), em Macaíba, a professora-pesquisadora Carolina Gonzalez foi a vencedora do prêmio internacional concedido a pesquisadores no começo da carreira pela International Brain Research Organization (IBRO), entidade global que reúne neurocientistas a fim de promover e apoiar pesquisas na área.
 
O Early Career Award, prêmio vencido pela pesquisadora, aceita concorrentes de todo o mundo, e tem como objetivo oferecer suporte financeiro a laboratórios independentes criados ao longo dos últimos cinco anos. 
 
Natural de Buenos Aires, na Argentina, onde começou a estudar a memória ainda no ano de 2009, Carolina Gonzalez chegou ao Rio Grande do Norte em  2015, através do programa Ciências Sem Fronteiras. A partir daí, começou a desenvolver pesquisas no Memory Research Lab do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde concluiu o pós-doutorado. Desde 2019, trabalha como professora e pesquisadora no Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS), onde continua a desenvolver estudos sobre o funcionamento da memória. 
 
Com o prêmio, no valor de 5 mil euros, a pesquisadora espera financiar a compra de insumos e equipamentos para continuar pesquisas que buscam compreender o papel da dopamina, um neurotransmissor responsável pela detecção de novidades pelo cérebro, na aquisição de novos conhecimentos que estarão relacionados a outros previamente existentes. “Ao lembrar, ao recuperar uma memória, ela pode tornar-se suscetível a modificações. Nós estamos focados em entender esse processo: como as memórias podem ser atualizadas e ganhar ou perder informação", explica Carolina.
 
De acordo com a pesquisadora, compreender como a memória é armazenada em condições fisiológicas vai permitir compreender melhor como funciona o processo de aprendizado do cérebro. “Entender como a memória é armazenada em condições fisiológicas vai nos permitir saber melhor como o cérebro funciona e como aprendemos coisas novas, mas também pode nos ajudar a conhecer melhor certas patologias. A perda da memória é um dos principais déficits detectados na doença do Alzheimer, por exemplo, então entender esse processo pode ajudar no futuro a desenvolver fármacos e tratamentos para essa doença”, destaca.  
 

Fonte: Com informações do ISD