De médico a economista, Álvaro Dias comprova que pode ser tudo, menos prefeito

17/06/2021

Por: Jessyanne Bezerra
Foto: Reprodução

 

Sendo o epicentro da pandemia no RN, Natal se encontra em situação “circense”. Após passar a pandemia inteira receitando medicamento sem comprovação de eficácia, ameaçar furar fila de vacinação, ir contra decretos da pandemia e insistir no discurso negacionista, agora o prefeito Álvaro Dias usa suas redes sociais para mentir sobre a vacinação.

A vacinação em Natal segue lenta diferente do que é dito pelo prefeito em suas redes. Álvaro alega que a capital potiguar segue quebrando recordes de aplicação de vacina, quando na verdade Natal é a capital mais lenta em aplicação de vacinas enquanto São Luís, Ceará e Pernambuco são as capitais mais avançadas na vacinação de todo o país.

Natal é o município potiguar que mais recebe doses da vacina e o que mais tem perda técnica, segue com apenas 77% das doses aplicadas, perdendo para cidades como: Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Açu, Apodi e entre outras.

Além disso, Natal teve sua vacinação parada por falta de vacinas, que haviam sido gastas com as furadas de filas quando a prefeitura decidiu mudar a ordem de prioridade.

Segundo o Saiba Mais, logo depois de incluir o novo grupo, faltou CoronaVac pela primeira vez, as segundas doses foram suspensas e Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MP-RN) e Defensoria Pública do Rio Grande do Norte (DPE-RN) abriram investigação para apurar a mudança na ordem de prioridade de vacinação contra covid-19 em Natal.

Outro ponto é que foi necessário que deputados solicitassem à Secretaria Estadual de Saúde do RN (SESAP/RN) e à Secretária Municipal de Saúde de Natal (SMS) a inclusão das lactantes no Plano Municipal de Vacinação contra a COVID-19.

O atraso na vacinação ocorre porque o prefeito Álvaro Dias se recusa a trabalhar em parceria com o governo estadual.

Quem é Álvaro Dias em tempos de pandemia?

O prefeito da capital potiguar é um defensor do uso de Ivermectina, medicação cujos estudos mostram ineficácia na prevenção ou tratamento contra a covid-19.

Por causa disso, o prefeito Álvaro foi investigado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte. Em maio, o juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública Cícero Martins de Macedo Filho proibiu a prefeitura de Natal de fazer propaganda do antiparasitário Ivermectina como medicamento preventivo no combate a covid-19.

Durante a pandemia, Álvaro brincou de médico. Apesar do diploma, o prefeito insistia em receitar medicamento sem comprovação científica para tratamento precoce da Covid-19. Ao longo da pandemia, a preocupação do prefeito da capital potiguar era receitar a terapia precoce em detrimento das normas da OMS, indo em desacordo com o governo estadual e sequer cogitando a vacinação.

Além disso, dificultou diversas vezes as medidas de contenção do vírus ao travar uma “batalha de decretos” com o governo estadual no momento em que o RN tinha lotação nos leitos de UTI, falta de insumos e o número de mortes pela Covid em crescimento.

Outra situação que também entra para o mandato de Álvaro Dias é a entrevista cedida para uma rádio local em que afirmou: “Eu estou protegido, porque eu tomo a Ivermectina, então eu posso deixar para tomar a vacina posterior, sem nenhum problema”. E mesmo alegando estar protegido pela Ivermectina, na época, em 21 de janeiro de 2021, o prefeito chegou a ameaçar furar a fila da vacina antes de todos os demais natalenses incluídos nos grupos prioritários.

A verdade é que Álvaro Dias só parou de receitar Ivermectina quando viu que a vacinação era a melhor via de mão política do que o negacionismo, após 1 ano e 3 meses de pandemia e com
6.517 vítimas da Covid-19 no Rio Grande do Norte.

 

Fonte: Contêm dados retirados dos sites: Saiba Mais, LAIS, RN + Vacina