Para renascer, o América-RN deve apostar nos jovens

30/01/2021

Por: Otávio Albuquerque
Foto: Globo Esporte

 

 

         As categorias de base representam, para um clube de futebol, ainda mais no Brasil, a possibilidade não apenas do retorno técnico em campo, mas, sobretudo, o vislumbre de vendas futuras, o que para times que geralmente estão com o 'pires na mão' se estabelecem como boas alternativas de receita.

       No caso de equipes que estão nas divisões inferiores do certame nacional, o apuro na formação de novos atletas se apresenta mais do que como uma simples estratégia viável apara produzir dinheiro em caixa, mas como uma obrigação institucional. O América-RN, por exemplo, assim como seu rival ABC, nunca tratou a garotada com a imprtância devida, relegando-os ao status de peças secundárias, preferindo contratar jogadores caros e ultrapassados, os quais, ao chegarem em Natal, se deslumbram com as belezas do litoral e o futebol torna-se segundo plano.

       No entanto, depois de amargar mais uma eliminação da série-D, a qual eu chamo, carinhosamente, de 'limbo' do futebol tupiniquim, o alvirrubro, que, através da eleição do último grupo político, tentou se portar como uma agremiação de vanguarda, parece que, depois de tantos fracassos, finalmente entendeu que as pratas da casa podem ser úteis em um possível retorno a dias melhores do clube, que, é sempre bom lembrar, permanece na última divisão nacional pelo quinto ano consecutivo.

         Sendo assim, nomes como Beto, Murici, Ewerton, Lucas Freitas, Alan e Adílio, pelo menos em um primeiro momento,  terão a missão de ajudar o clube na conquista do Campeonato Estadual, perdido de forma acachapante para um rival combalido e, principalmente, em uma nova saga por cidadelas e gramados esburacados Brasil afora. O torcedor americano já não aguenta mais a humilhação de cair diante de elencos e estruturas muito inferiores a sua. Entretanto, se quiser começar a escalar os degraus do sucesso, precisa apostar em quem tem o mesmo desejo: os jovens.