Pinto Jr. entrevista: Senador Jean-Paul Prates

15/01/2021

Por: Jessyanne Bezerra

 

 

Em entrevista concedida ao jornalista Pinto Jr., o senador Jean-Paul Prates (PT) falou sobre temas como a mobilidade da produção do RN, os projetos para ampliar as possibilidades de transporte de remessas e sobre sua atuação no plenário no combate a pandemia. Jean-Paul Prates é advogado e economista, ambientalista, empreendedor e dirigente sindical. Tem mais de 25 anos de trabalho nas áreas de petróleo, gás natural, biocombustíveis, energia renovável e recursos naturais. Confira entrevista abaixo: 
 
Pinto Jr.: Como se deu o trabalho no senado nesse ano de pandemia?
 
Senador Jean-Paul: Tivemos o primeiro caso, no Rio Grande do Norte, já no final de fevereiro e a partir desse momento todo e qualquer plano que a gente faça para o ano de mandato passa a ser totalmente direcionado a acudir as necessidades urgentes de uma situação dessa como a pandemia. Nós haviamos focado, desde o início do ano passado (2019) quando assumi o mandato de senador já tinha elegido esses quatro eixos: saúde, educação, sustentabilidade e infraestrutura. Nós, realmente, a partir desse momento da pandemia, tivemos que dedicar boa parte, nós fizemos um trabalho modéstia parte, um trabalho que foi bastante pesado e muito consistente. Inicialmente, desde que começou a pandemia fizemos uma mobilização junto a bancada, que resultou ai na ordem de R$ 65 milhões em emendas dos parlamentares que estavam alocadas para outras áreas e que a gente tirou para, imediatamente, alocar para o combate do Covid. Da nossa parte, foram imediatamente alocados recursos da ordem de mais de R$ 6 milhões da nossa emenda de bancada para 13 hospitais do estado: Natal, Mossoró, Macaíba, Currais-Novos, Caicó, Assú, São Paulo do Potengi, São José de Mipibu, Pau dos Ferros, Santo Antônio e João Câmara. Foram usados para instalação de leitos do estado e para o estado assumir e criar novos leitos UTI, equipar esses hospitais e enfim, todo esse progresso gigantesco e rapidamente em função da pandemia.
 
Pinto Jr.: E em relação a contenção da pandemia?
 
Senador Jean-Paul: Graças a condução da governadora Fátima Bezerra, isso não se concentrou apenas no hospital de campanha itinerante e eventual. Ela optou por usar esse recurso de forma perene, ou seja, de aumentar a possibilidade de atendimento e os equipamentos de vários hospitais existentes em todo o estado, espalhando muito mais esse recurso pelo estado e portanto impedindo até que houvesse uma concentração gigante. É bom lembrar sempre que se compara uma gestão com a outra, que uma coisa é ser prefeito de uma cidade e outra é ser governar o estado e ter que atender a todas as regiões por igual e inclusive evitar aglomeração e migração das pessoas para um ponto apenas para o estado todo. Depois demos continuidade a todas essas ações em relação ao Covid, nós destinamos também parte das nossas emendas impositivas e começamos a trabalhar em paralelo com a defesa da educação.
 
Pinto Jr.: Falando sobre o trabalho na educação, como foi feito?
 
Senador Jean-Paul: Tivemos discussão sobre o Fundeb esse ano, tanto lá na câmara quanto depois no senado, em dois turnos. Como parte do membro da comissão, mesmo titular da comissão mista de orçamento, nós asseguramos recursos para o funcionamento dos chefes dos Institutos Federais de Educação por meio da nossa ação direta como titular da ACMO. Tivemos uma aquisição de 60 ônibus escolares e toda essa questão de infraestrutura escola nós mantivemos recursos disponíveis. 
 
Pinto Jr.: E sobre a área de sustentabilidade?
 
Senador Jean-Paul: Na área de sustentabilidade e meio-ambiente, autoramos o Projeto de Lei que vai regular a instalação de Energia Eólica no mar. Isso é muito importante para o estado do Rio Grande do Norte que é onde tem o maior potencial de Energia Eólica Marítima do mundo, sim, do mundo e não pode ser feito porque o mar não é propriedade de ninguém. O mar é territorial, é propriedade da união então tem que haver um procedimento, mais ou menos, público e muito transparente para que seja alocado esse espaço marítimo e é isso que a gente fez por meio dessa lei. Somos também relatores do projeto importante que é da política de desenvolvimento sustentável da Caatinga que envolve todos os recursos naturai e inclusive a água mas também a vegetação, a preservação do meio-ambiente, do bioma da caatinga. 
 
Pinto Jr.: E em relação ao projeto das ferrovias?
Senador Jean-Paul:  Somos também relatores do projeto que eu reputo como mais importante deste ano, fora da questão da pandemia, em infraestrutura que é o Marco Regulátorio das Ferrovias. A gente pegou essa relatoria lá trás, pensando, justamente no Rio Grande do Norte, apesar de sabermos que nossas ferrovias são muito reduzidas, mesmo as que estão abandonadas, mas são reduzidas em relação a importância que isso tem para o estado como Mato Grosso, Tocantins, os grandes exportadores do Agro. Mas nós conseguimos com muita negociação, habilidade e explicando aos relatores e aos membros da comissão de infraestrutura que tinhamos muito a agregar como redatores de um novo projeto, substitutivo ao projeto anterior, e que agora está lá no site, no registro do Senado para ir para o Plenário já deve aparecer para ser votado.
 
Pinto Jr.: Esse projeto é muito importante para o Rio Grande do Norte, que é um estado que ainda precisa desenvolver a industrialização em vários setores e sempre que fala sobre um projeto de desenvolvimento, se fala sobre a ausência da logística. Eu queria que o senhor explicasse melhor o que está previsto no que se diz respeito à recuperação ou implantação de ferrovias no estado ligando quais regiões.
 
Senador Jean-Paul: Nós temos três ferrovias que hoje se encontram no estágio de ociosidade ou abandono. Na verdade, nós não temos mais ferrovias no Rio Grande do Norte funcionando, exceto esse trecho urbano que é o trecho da CBTU, que é entre Ceará-Mirim e Parnamirim. Na verdade ele é parte da ferrovia original, que cruzava desde Macau, na costa salineira, até Nova Cruz e até a Paraíba, João Pessoa inclusive. O respeito pelas ferrovias é tão grande da população, dos gestores e o desejo de que elas voltem a funcionar é tão árduo que foram feitas várias obras novas, recentes de 10 anos pra cá, que respeitaram as ferrovias, tiveram o cuidado nessa via. 
 
 Pinto Jr.: E sobre a questão portuaria do estado?
 
Senador Jean-Paul: O nosso porto do jeito que é hoje, ele é confinado por terra, não é o problema de abordagem ou aproximação até o estuário do Rio Potengi, o problema é que a cidade cercou o porto e a retroárea do porto passou a ser as Rocas, a Ribeira e até Santos Reis. Quando chega um navio de container grande, com muitas frutas de certo para embarcar tudo isso, você repara, quando anda pelas Rocas, você vê 250 caminhões ligados esperando para entrar no porto por que o porto não tem mais a retroárea, foi se perdendo e o movimento fica impedido. A segunda coisa é se o porto do Mangue é a solução ou não, nós e outros especialistas, como o próprio ex-diretor da CODERN, asseguram que é possível localizar uma expansão do porto de Natal na outra margem do Rio Potengi, em áreas degradadas por salinas e fazendas de camarão que foram interditadas e que a cidade de Natal tem o compromisso de recondicionar e reorganizar para ser o estuário com mangues e etc.
 
Confira mais acessando o link: https://youtu.be/_ohsJSdhUlk
 
 
 
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Pinto Jr.: E em relação a contenção da pandemia?
 
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