Petroleiros do RN seguem aprovando indicativo da FUP em assembleias

11/09/2020


 
Os trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobrás nas bases do Rio Grande do Norte seguem em grande maioria aprovando o indicativo da FUP – Federação Única dos Petroleiros, para aceitação da última proposta de Acordo Coletivo apresentada pela Companhia.
 
As deliberações tiveram início na manhã de terça-feira, dia 8, e prosseguem até esta sexta, dia 11. Com possibilidade de abertura de novos fóruns de votação, nos dias 12 e 13, para atender aqueles que não conseguiram habilitar inscrição à tempo, em salas virtuais extras ou assembleias presenciais (com todo rito de segurança que a situação pandêmica exige).
 
A decisão de aprovar esse acordo, não será nada fácil, e pode implicar em algumas perdas com relação a ACT’s anteriores, mas garantir por dois anos o emprego de milhares de trabalhadores da ativa, do plano de Assistência Médica – AMS para aposentados, bem como assegurar a manutenção de outros tantos direitos conquistados com muita luta durante os últimos anos, é uma necessidade primordial e está na mão da nossa categoria.
 
Por isso mesmo, a diretoria colegiada do SINDIPETRO-RN lembra que a participação de todos é fundamental para fortalecer o processo democrático e segurar a maioria dos direitos que ainda estão no Acordo Coletivo aos Trabalhadores da Petrobrás.
 
Portanto, o Sindicato tem estimulado e criado ambiente virtuais para a participação massiva de trabalhadores nas assembleias, no intuito de seguir as recomendações de autoridades da saúde e dar total proteção com relação ao Covid-19.
 
Até o momento, 10 das 21 assembleias previstas para acontecer até o dia 11 já ocorreram, e a parcial gira em torno de 76% (setenta e seis porcento) de votos a favor da assinatura do acordo, enquanto a rejeição equivale à 24% (vinte e quatro porcento).
 
O coordenador geral interino do SINDIPETRO-RN, Rafael Matos , alerta para o risco da categoria ficar sem acordo e sem emprego no Estado. “Nós temos que garantir o que já temos e virar a página do Acordo Coletivo para poder centrar todos os nossos esforços na luta em defesa da Petrobrás, que atualmente ameaça deixar o Estado. Não podemos confiar que este ambiente seja favorável para a luta, ainda mais diante da conjuntura que está posta nacionalmente, que envolve o judiciário e ataca constantemente o pilar central da classe trabalhadora: que é o Sindicato”, afirmou ele.
 
“Mesmo que não seja a proposta dos nossos sonhos, essa manobra nos garante direitos e nos dá tempo para passar por esse momento sombrio que estamos vivendo no país”, complementa Rafael.