Sindipetro-RN compartilha nota sobre tentativa de privatizar plano de saúde AMS

16/07/2020


 
Em seu site oficial, o Sindipetro-RN compartilhou nota sobre tentativa de privatizar o plano de saúde Assistência Médica Multidisciplinar da categoria. Confira:
 
"Os trabalhadores da Petrobras, da ativa e assistidos, repudiam qualquer tentativa de privatizar o nosso plano de saúde Assistência Médica Multidisciplinar/ AMS.
 
O plano, implantado há décadas, é parte integrante dos nossos Acordos Coletivos de Trabalho que tem a coparticipação da empresa e da força de trabalho.
 
Em plena pandemia, sob a alegação de reduzir custos, a Petrobras anuncia que pretende economizar 6,3 bilhões de reais, em dez anos, a partir de um novo modelo de gestão do plano. Segundo a apresentação feita pelo gerente executivo de RH, a primeira medida a ser adotada será a contratação de uma empresa “com expertise na gestão de planos de saúde”. Consideramos tal medida alarmante, tanto por gerar despesas extras e talvez desnecessárias, como por mal disfarçar a intenção de privatizar a AMS, para atrair companhias que vivem do mercado da Medicina e a da Saúde.
 
Defendemos que qualquer mudança ou quebra contratual no plano seja definida a partir do debate amplo e transparente com os beneficiados, buscando afastar qualquer impacto negativo na vida financeira dos milhares de associados da AMS.
 
A Petrobras deve apresentar planilhas de avaliação que evidenciem os custos atuais e os custos futuros estimados, quais são os cortes e onde serão efetuados, qual o modelo a ser adotado, quais os impactos na vida dos trabalhadores. Neste caso, vale lembrar que os impactos já estão ocorrendo com a mudança da forma de pagamento para as(os) pensionistas , que já realizam seus pagamentos por boleto numa manobra de burlar a margem consignada.
 
A mais nova forma de enganar os trabalhadores é garantir que não serão enganados. Nós, abaixo-assinados, sabemos que a alegação de criar uma “associação sem fins lucrativos” significará, na verdade, garantir muitas gerências e muitos lucros para amigos e empresas amigas, completando o ciclo de benesses e usurpação de direitos da filosofia entreguista do Governo Federal e do ministro da Economia.
 
Não admitiremos que a Petrobras transfira os custos de uma aventura econômica de alta administração, para os mais necessitados, os trabalhadores, que verão o seu Plano de Saúde tornar-se econômica e financeiramente inviável."