Aroma de Domingo

26/04/2020

Por: PADRE MURILO PAIVA
 
 
A chuva assanhou  o dia,
O sol brilhou, como sempre,
A felicidade, como uma água a dormir,
Despertou o seu amor de repente!
 
Seria a alegria de uma manhã
Como as dos dias quentes,
De esperança criativa, os pássaros
Cantam sem remorso, são sobreviventes!
 
O vento parece brando,
Cai por ali mais um doente,
Eita desespero a humanidade inteira
Brincaram de fazer a sua serpente!
 
O aroma parece mais de nardo,
Teria sido assim da moça,
De Mateus um vinho indigesto
Tornou-se pra ele o cálix bento!
 
Chuva, sol, aroma e doente,
Matéria do abandono excludente,
Continua a luta dentro da paixão,
Um burro, um homem e um presidente!   
 
Desde o dia 16 de março em isolamento social. Coisas que somente a fragilidade da humanidade explica. Quem sabe lá de onde vem a COVID19. Mais que qualquer coisa é coisa desse modelo de arrumação da casa, economia. Aliás, já no tempo de Jesus se entendia que economia significa a organização da casa, ou casa organizada. O modelo capitalista de explorar a terra, os animais, os homens, as mulheres, os jovens e mais que tudo as crianças, em vez de proporcionar a vida ao ente mãe, mãe terra, tem feito a cada dia a morte se alardeadar em todos os recantos do planeta, fora dele, e mais dentro dele.
 
Mesmo assim brigam Melenas e Heloísas, Espartanos, milicianos, entre cá, cabaça, cabala, cabalar, cabalístico e cabana para se assentar no melhor dos melhores palácios do Rio de Janeiro ao Planalto Central. A desgraça nunca anda sozinha morrem heróis e milicianos um a pós o dia do outro e assim lá se vão os falsários de Moro, Lavajato e os desastres bolsominios se espalhando mundo afora. Quantos já caíram e quantos ainda irão cair na vala da favela do espúrio poder? E assim a corte dos falsários vai se espedaçando mais ligeiro do que o fogo na beira da estrada, mesmo em tempo de inverno, imagine quando chegar o verão.   
 
 Resta aos que interpretam a arte da transformação e uma boa missa no dominical da ressurreição.