Vigilante que matou colega de trabalho por R$ 300,00 pega 21 anos de prisão

03/05/2019

Por: Redação PN
Foto: Reprodução
José Edilson, o Gordo (de preto), pegou 21 anos, 9 meses e 10 dias de prisão por ter mando matar o vigilante , enquanto que Igor Bigulão foi condenado a 13 anos, 6 meses e 20 dias de prisão.
 
O vigilante José Edilson Pereira da Silva, de 35 anos, pegou 21 anos, 09 meses e 10 dias de prisão por ter planejado e participado pessoalmente da execução do colega de trabalho Francisco Cabral Neto, de 52 anos, no dia 11 de abril de 2017, em Apodi.
 
O acusado de assaltos e tráfico Igor Vinícius de Lima Neres, o Bigulão, de 20 anos, pegou 13 anos 06 meses e 20 dias de prisão, por ter intermediado a contratação Ruslan Marlon Moreira Pinto, que na época tinha 17 anos, e aceitou R$ 300,00 pelo crime.
 
No caso de Ruslan Marlon, a Justiça informou que ele já recebeu a punição e se encontra em casa. Inclusive, foi intimado para depor no julgamento, mas quando chegou no plenário, disse que não queria falar e saiu tranquilamente pela porta da frente.
 
O crime aconteceu no dia 11 de abril de 2017 quando a vítima Cabral Neto se dirigia do local de trabalho a sua residência. Os assassinos José Edilson e o menor Ruslan Marlon passaram a seguir ele a partir da frente do Fórum Municipal.
 
Ao chegar na residência da vítima, Ruslan Marlon desceu da moto de José Edilson, o contratante, e descarregou o revolver na vítima, que segundo seus familiares (mulher e filha), morreu agonizando no local na calçada perto de casa.
 
O julgamento dos acusados de matar o vigilante Cabral, do IFRN, de Apodi, aconteceu durante todo o dia desta quinta-feira, 2, no Fórum Municipal Desembargador Silveira Martins, em Mossoró, para onde o processo foi desaforado da Comarca de Apodi.
 
O júri começou por volta das 9 horas da manhã, com o presidente dos trabalhos sorteando os sete membros do Conselho de Sentença para julgar o caso (seis homens e uma mulher). Em seguida foram interrogadas as testemunhas e os réus.
 
O promotor Italo Moreira Martins, com base no que foi apurado e contado em plenário pelas testemunhas e réus, destacou que o acusado José Edilson mandou matar Cabral Neto para ficar com o emprego dele no IFRN. No Júri, José Edilson deu outra desculpa.

Fonte: MOSSORÓ HOJE