Presidente do Sinpef/RN se mostra indignado com morte de policiais e insegurança

10/05/2018


Foto: Divulgação

Presidente do Sindicato dos Policiais Federais, José Antônio Aquino fala acerca da crise da segurança pública potiguar, ressaltando a elevada taxa de execução de agentes da polícia e as propostas para combater esta realidade, que serão apresentadas nesta quinta-feira, 10, ao Governo do Estado.

Indagado a respeito da atual situação da segurança no RN, Aquino revela: “Diante da grave crise de segurança pela qual passa o Rio Grande do Norte, nós passamos a viver uma realidade mais danosa, que são os crimes que têm ocorrido contra os policiais. Em primeira instância, é um absurdo, porque o Estado está sendo diretamente confrontado pelas forças criminosas”.

“Outro aspecto fundamental é que, ao avaliarmos esse número, constatamos que praticamente dobrou no mesmo período de 2018, comparado a 2017, o assassinato de policiais. A avaliação que o Fórum de Segurança Pública faz acerca disso é que estamos diante de um paradoxo: o Estado não consegue, efetivamente, realizar investigações que venham a debelar essa atuação das facções criminosas ao passo que, ao analisarmos cada um desses crimes que têm ocorrido, constatamos, preocupantemente, uma preparação da atuação em cada crime”, acrescenta.

Argumenta, ainda, que “aparentemente, já existe todo um arcabouço de investigação prévia realizado pelos criminosos que culminam com esses assassinatos. Então, ficamos diante de um absurdo: o Estado, que tem a obrigação de garantir a segurança pública, não consegue, efetivamente, investigar os crimes que ocorrem contra a sociedade. Ao mesmo tempo, os grupos criminosos conseguem realizar investigações para cometer crimes. Isso, na visão dos operadores de segurança pública, é a consumação do completo caos da segurança pública no Brasil”.

Entretanto, coloca que a posição do Sindicato diante desta situação será apresentada nesta quinta-feira, 10. “Vamos apresentar, ainda hoje, essas propostas ao Governo do Estado. O intuito será tentar reverter completamente essa triste realidade em que vivemos. Cremos que, com a criação de um núcleo de investigação de crimes contra operadores de segurança pública, a adoção de um procedimento operacional padrão pelas polícias, que estão envolvidas diretamente nessa atuação, uma operação de saturação continuada nas áreas em que as facções criminosas atuam, fatalmente haverá uma reversão dessa situação. Mas, para isso, o Estado precisa cumprir um elementar dever seu: fazer as polícias atuarem, que, infelizmente, não tem sido feito”, diz.