A crise do RN por criada apenas por Robinson Faria

08/02/2018


O Estado do Rio Grande do Norte chegou ao fundo do poço no que diz respeito ao próprio financiamento. O governador Robinson Faria pediu o voto para resolver. Se elegeu com o peso das duas principais ologarquias. Poderia ter apresentado no primeiro mês de governo um planos de austeridade, de cortes e de industrialização do Estado. Mas não fez. O que já era ruim ficou pior. Agora chegou ao ponto de não conseguir pagar os próprios servidores. Está tomando, de forma tardia, medidas emergenciais que nada resolvem. Quando não mais tiver o que privatizar, como vai pagas as contas?

Mas será que é apenas Robinson o resposável pela crise no RN? Será que não afaltou aos ex-governadores um plano de metas objetivo sobre o desenvolvimento do Estado? Será que não faltou um projeto que fosse administrado por vários governos, desenvolvido de forma sustentável, objetivando obter receita maior do que a despesa? 

O eleitor, quando escolhe seu candidato, analisa os desafios que este tem pela frente? O eleitor sabe que Robinson Faria não criou a crise sozinho? O eleitor vai conduzir os ex-govarnadores ao senado?

A crise chegou ao bolso do servidor e da servidora, consequentemente ao comércio e às rodas de conversa nas paradas de ônibus e botecos onde se pergunta: os deputados e senadores do RN estão firmes no propósito de tirar o Estado do atoleiro? O "não" é insurdecedor. Isto ficou claro com a falta de ajuda financeira do Governo Federal.

Um ditado popular diz que a dor ensina a gemer. Se é assim, a crise ensinará a votar. Que venha outubro de 2018 para confirmarmos mudanças ou retrocessos.