Tempos difíceis

11/10/2013

Por: Alberto Dines
Estes não são apenas tempos interessantes (para usar a expressão do historiador Eric Hobsbawm), estes são também tempos de angústia. A contribuição
do ser humano a essa sombria era da insegurança não se limita à explosão do fanatismo religioso e da intolerância política. As agressões à natureza nos
últimos séculos estão produzindo respostas contínuas e intensas. As novas tecnologias não estão erradicando a fome e a miséria José Figueiredo
Presidente da Câmara Municipal de São José de Mipibu Destinado a informar sobre o que acontece na Grande Natal e no Agreste, o semanário Potiguar 
Notícias completa uma década e meia de existência cumprindo a contento sua missão. Parabéns, são os votos dos mipibuenses ao PN. – estão, sim, substituindo valores morais que diferenciaram a espécie humana das outras espécies.
 
Uma destas drásticas substituições está ocorrendo com grande velocidade na comunicação, uma das esferas essenciais da condição humana. A pujança da nossa civilização nos últimos milênios apoiou-se paradoxalmente num produto extremamente frágil, vulnerável,  perecível: o papel. E o papel, segundo anunciam as cassandras, está com os dias contados. O que antes funcionava no espaço e medido em centímetros, agora foi transformado em bits, bytes,  impulsos, armazenados em chips microscópicos ou nas nuvens.
 
Há três semanas, na assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa, discutiu-se evidentemente o futuro dos jornais. Jornalistas e empresários só falaram sobre isso. E um dos depoimentos mais emocionados  veio de um dos jornalistas mais bem sucedidos, o criador e atual presidente do El País, um dos melhores jornais do mundo, Juan Luís  Cebrián (que já esteve neste programa). Disse Cebrian: “Há 50 anos faço jornais de papel e morrerei fazendo jornais de papel”.  

Fonte: Potiguar Notícias