Claudino Leite

21/04/2020
PARE E REFLITA...
 
“Prosperidade no sentido bíblico é da alma e do espírito. Os ímpios prosperam, por vezes são ricos; entretanto, no campo espiritual, são verdadeiros marasmos” (Jairo Leite, médico e professor do curso de Medicina da UFRN).
 
A PREDESTINAÇÃO (VISÃO CALVINISTA)
 
Recebi na minha caixa de e-mails um belo texto do meu amigo Josoniel Fonseca, advogado, teólogo e pastor batista em Natal,  que compartilho na íntegra com meus respeitáveis leitores: “Evidentemente, dada a exiguidade de espaço e tempo e à natureza do assunto, não me seria possível senão destacar rapidamente quiçá apontar, brevemente o tema PREDESTINAÇÃO. Vale destacar, que qualquer sistema de teologia terá que se apoiar em algum princípio básico fundamental. No caso de Calvino, a sua concepção de Deus era a pedra fundamental do seu sistema doutrinário, assentado firmemente na sua aceit a&ccedil ;ão da indiscutível, absoluta e final autoridade das Escrituras Sagradas. Ele defendeu não apenas a suficiência das Escrituras, mas a indispensabilidade delas. As Escrituras Sagradas são o aferidor da verdade; nada que contrarie as Escrituras pode ser aceito como verdadeiro. Por outro lado, tudo que as Escrituras afirmarem com clareza, embora pareça repulsivo à nossa mente deve se aceitar com humildade e reverência. Foi por isso que ele se tornou tão irredutível na doutrina da eleição e predestinação. Partindo, pois da aceitação incondicional da autoridade das Escrituras em matéria de revelação, Calvino assente o seu sistema sobre três grandes pilares, três grandes doutrinas, as quais estão inseparavelmente interligadas entre si: DEUS, o HOMEM, a GRAÇA. Ou seja, tudo que envolve a Predestinação.
 
I – DEUS
 
Calvino foi um homem dominado pela ideia de Deus e por uma profunda reverência a tudo que diz respeito à majestade e supremacia divina. E foi partindo desse princípio que Calvino não se inclinou à tarefa de provar racionalmente, com argumentos da natureza, que Deus existe, mas sim que os atributos de Deus são claros na revelação natural do universo. Em vez da indagação especulativa, com respeito a existência de Deus, Calvino não tem dúvidas em afirmar que “há dentro da mente e por natural instinto, uma consciência da divindade”, consoante a obra Institutos da Religião Cristã, no seu Vol. II, pg. 43). No entanto, é par a a B&ia cute;blia, principalmente pela autoridade do ensino de Paulo, que Calvino se volta quando afirma que embora os atributos de Deus sejam evidentes nas obras da Criação e da Providência - o que torna o homem inescusável - a fantasia dos supersticiosos, a idolatria, a futilidade dos filósofos, torna essa revelação vã. Há três coisas que Calvino estabelece: 1) A Providência de Deus refere-se tanto ao futuro como ao passado; 2) Ela é o princípio determinante de todas as coisas de tal modo que ela opera através de intermediários, às vezes, sem intermediários; às vezes contra os intermediários. Calvino acredita que a doutrina da Providência, em vez de nos conduzir a um fatalismo irresponsável e pessimista, deve ser uma fonte de conforto.
 
PREDESTINAÇÃO E PROVIDÊNCIA
 
No princípio parece que a Providência e Predestinação eram para Calvino um só tema. Ele tratou-as num capítulo nas primeiras edições das Institutas. Posteriormente ele as separou. A Providência se refere ao tratamento do homem na vida presente ao passo que a Predestinação refere-se ao destino final do homem. Ambas, porém, são resultados da Soberania de Deus. A Predestinação resulta da soberana vontade de Deus. Deus não faz injustiça aos reprovados, sujeitos que estão à condenação por origem.  A causa da reprovação está oculta nos planos secretos de Deus. Não cabe ao homem pesquisar o inescr utável, mas maravilhar-se obedientemente em face do insondável. Predestinação revela a justiça e misericórdia de Deus que tem direito de distribuir os seus tesouros a quem lhe apraz. A “doutrina da Predestinação pertence àquela coisa que está no ‘sagrado precinto’ da divina sabedoria” que devemos reverenciar sem entender.
 
II - O HOMEM
 
A doutrina de Calvino a respeito do homem, isto é, a sua Antropologia, vai direto à fonte bíblica e apoiam-se firmemente nos profetas, nas afirmações de Jesus e dos apóstolos. O sólido alicerce dessa doutrina se encontra nas cartas do Apóstolo Paulo, especialmente Gálatas e Romanos, onde quaisquer ilusões com respeito às possibilidades do homem decaído, de reerguer-se por si mesmo, são completamente, arrasadas. Fora da Graça de Deus não há remédio para o homem. Admite Calvino certos dons naturais do homem que não foram extintos - o entendimento para compreender as coisas terrenas - as ciências, as artes - mas esses mesmos deriv ados do Espírito de Deus. Afirma, no entanto, que o discernimento espiritual foi inteiramente perdido e permanecerá assim até que seja regenerado. O homem é cego espiritualmente, está em trevas e sem a luz do Espírito de Deus permanecerá sempre em trevas.
 
III - A GRAÇA
 
Conceituando Graça, Calvino dá uma definição em sentido geral: Nada é mais desejável do que ter Deus propício a nós. Assim, tudo o que há no homem resulta do favor divino e é comunicado pelo Espírito de Deus, mesmo aquelas coisas que se referem às artes e ciências e que se prendem ao bem comum da raça humana. É isso que ele chama “generalem DEI GRATIA” Graça Salvadora se refere como graça de Cristo pela qual o Espírito Santo aplica em nós os benefícios da redenção de Cristo, aos quais chama: “energia secreta do Espírito pela qual desfrutamos Cristo e todos os Seus benef&ia cute;cio s” (Institutas, vol.II). Mais uma vez Calvino se escuda fortemente nos argumentos do Apóstolo Paulo para defesa de sua tese: raça nos justifica - somos tratados, embora pecadores, como se fôssemos justos, conforme Romanos, cap. 3, v. 24: “sendo justificados por sua Graça através da redenção que há em Cristo Jesus”; Sendo tratados como justos, pela redenção do sangue de Cristo, recebemos o perdão dos nossos pecados, conforme Colossenses, cap. 1, v. 14: “em quem temos a redenção, isto é, o perdão dos pecados”.
Isso significa ainda mais, que a justiça de Deus foi satisfeita e que a dívida que sobre nós pesava foi cancelada, haja vista o fato de que não somos mais tratados como inimigos de Deus, mas como amigos “pois a graça do Pai agora nos é favorável”. Deus chamou os escolhidos: aos que são chamados justifica; aos que são justificados glorifica; isto é, recebe aqueles que são seus na vida por misericórdia somente. Todavia, Ele os conduz à possessão dela através da carreira que lhes está proposta, olhando sempre para JESUS CRISTO, autor e consumador da fé salvadora”.
 
GIRO PELO TWITTER...
 
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