José Antônio Aquino

23/10/2017
Diante do gravíssimo quadro de insegurança pública em que o Rio Grande do Norte está inserido, com o registro de quase duas mil mortes no ano, catalogadas até 17/10, a população Potiguar tem esperado, de certo modo até pacientemente, por uma expressiva ação de seus gestores para que se reverta tal absurda situação. Só esperado!
 
Como demonstração de que efetivamente tem se preocupado com tal quadro o Governo Estadual anunciou com certa pompa a exigência de formação em curso superior de Direito para oficiais da PM ao mesmo tempo em que para os demais policiais se passou a cobrar formação superior em qualquer curso, neste caso específico uma acertada medida, uma vez que a pluralidade de conhecimentos nas polícias é uma decisão estratégica louvável.
 
Como se não bastasse a falta de ações táticas dos gestores estaduais no combate ao incessante avanço da criminalidade que tem tornado nossa população refém dos criminosos, eis que se passa a tomar decisões erradas a nível estratégico. A definição de uma formação acadêmica apenas em uma única área de conhecimento para ocupar cargos de comando na estrutura policial pode ser considerada como um dos maiores erros estratégicos cometidos pelos pseudos gestores públicos. Tal atitude demonstra um profundo desconhecimento da atuação policial, ao mesmo tempo em que serve tão somente a interesses particulares e corporativistas.
 
Infelizmente a História do Brasil é recorrente de casos em que grupos organizados ocupa(ra)m a estrutura estatal com interesses meramente corporativos, utilizando-se do Estado para sanar tão somente seus interesses particulares sem propiciar o devido retorno que a sociedade espera de tal ocupação. Obviamente que esse “costume” se replica nos órgãos que compõem as polícias brasileiras modernamente.