ADURN discute desafios pedagógicos do cenário político com docentes da Facisa

25/07/2019


 
Com a afirmação de que há em curso um forte sucateamento das estruturas das universidades, o presidente do ADURN-Sindicato, Wellington Duarte, abriu a mesa “Desafios Pedagógicos para o Cenário Político Atual”, realizada nesta quarta-feira (23), na Faculdade de Ciências da Saúde do Trairí (Facisa).
 
A atividade integra a Semana Pedagógica da Facisa e também contou com a participação da Progesp. Durante o evento além de ser feita uma análise da conjuntura nacional no contexto dos docentes das instituições federais de ensino superior, foi discutida a mediação de conflitos dentro da universidade.
 
“Eventos como esse, para discutir as questões relativas ao cenário político atual que a gente vive e os conflitos que isso tem gerado dentro do âmbito da universidade, são fundamentais para que a gente reflita a respeito de estratégias que permitam que a gente possa dialogar neste cenário de diversidade e consiga mediar esses conflitos para o bem da instituição, assim como para o bem do nosso quadro de pessoal”, afirmou Dimitri Taurino, Diretor da Facisa.
 
O diretor do ADURN-Sindicato e professor da Facisa, Alex Reinecke, destacou que a unidade é fruto de um projeto de interiorização e que são justamente essas unidades que sofrem mais ainda com a diminuição de recursos. “Se a gente leva também em consideração o fato de que tínhamos uma expectativa de expansão, já tínhamos negociado a construção de uma nova unidade e que tínhamos também a aprovação de novos cursos, a inexistência da possibilidade de expansão a partir da Emenda Constitucional 95, faz com que a gente já tenha frustrada a nossa expectativa de crescimento, então nesse sentido o debate de hoje é uma possibilidade de buscarmos forças para enfrentar essa conjuntura completamente adversa”, disse o dirigente.
 
Dimitri Taurino, fez uma avaliação positiva da atividade, “A gente teve um evento excelente com a participação massiva de professores e técnicos. Vivemos um cenário de muitas incertezas, essas incertezas geram angustia, geram ansiedade, que é um dos principais fatores de adoecimento hoje dos professores e a gente entende isso como sendo um caminho inicial de diálogo para promover diante desse cenário que a gente vive uma relação mais respeitosa e mais harmoniosa entre os membros da comunidade”, concluiu.