Evandro Borges

09/02/2018
A expectativa é um bom carnaval no Rio Grande do Norte, fomentando o lazer, a diversidade cultural, a autoestima da população, a atração do turismo, a geração de renda e oportunidades, aos poucos a conquista de mais uma referência de carnaval para o Nordeste, com a nossa identidade própria multicultural, com qualidade de vida, paz e tranquilidade.
 
Pode se ressaltar diversos polos das festas carnavalescas, sendo as mais festejadas, Natal, Parnamirim, incluindo Pirangi e Pium, em toda região litorânea, com carnavais tradicionais, Areia Branca, Caicó, Apodi e Macau, com a identidade da participação popular, na sua esmagadora maioria, com bandas e trios elétricos com acesso gratuito a população.
 
Natal como portão de entrada do turismo do Estado, vem renovando o seu carnaval, após anos de abandono pela administração pública, com seis polos, os mais destacados, para Ponta Negra, Petrópolis e a Redinha, com maior afluxo de participação popular, e já assegurado uma ocupação excelente nos Hotéis e Pousadas, consorciando a festa cultural de identidade nacional com o lado econômico.
 
Assim que o carnaval seja tudo isto, festa de paz, de autoestima, de lazer, de cultura, de participação popular, de ganhos econômicos em um Estado carente de oportunidades e postos de trabalho,  reúna estas condições, com o devido apoio da administração pública nas dimensões de saúde, de segurança, evitando a violência, com limpeza pública e fiscalização, mas, que também, venham as chuvas.
 
Após cinco anos de falta de chuvas para fomentar a segurança alimentar, abastecer as fontes de águas, principalmente nos mananciais das grandes barragens, como é o exemplo da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves em Assú, passando pelo racionamento, que afetou o abastecimento d’água para o consumo humano, animal, do agronegócio e da agricultura familiar, agora as notícias são boas.
 
As chuvas esperadas para o início do ano, para o mês de janeiro que já se foi não foram conforme as expectativas sugeridas pelas previsões, mas, já deu para animar, principalmente a agricultura familiar, a fim de garantir o plantio de feijão, milho e sorgo para forragem, em que pese à forma tímida de distribuição de sementes e corte de terras com a participação da administração pública.
 
Após todo este período de seca, tendo os agricultores e agricultoras  diretos apreendidos mais a conviver com o semiárido, em que pese todas as perdas de rebanhos e da agricultura, os programas na área social e da agricultura familiar conseguiram minorar as dificuldades, podendo ressaltar os benefícios do programa de um milhão de cisternas, acumulando água das poucas chuvas e recebendo a água da distribuição por carros pipas.
 
Que se tenha um bom carnaval, com muita paz e ainda seja ordeiro, respeitando os aspectos da diversidade cultural, e ao mesmo tempo, que desçam as chuvas, fertilize os nossos campos, abram as esperanças da segurança alimentar, diminuindo as agruras das famílias do campo, contribua para uma boa safra, diminuindo os preços dos gêneros alimentícios para toda população.