Parnamirim: professores entram em greve por reajuste salarial de 33% e deixam 45 escolas sem aulas

09/03/2022


Foto: Divulgação / Prefeitura de Parnamirim

 

Os professores da rede municipal de ensino de Parnamirim, na Grande Natal, entraram em greve nesta terça-feira (8). A paralisação ocorre por tempo indeterminado. A categoria cobra um reajuste salarial de 33,24% – mesmo índice de aumento estabelecido pelo Governo Federal para o piso do magistério.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação (Semec), das 67 escolas do município, 45 estão afetadas pela greve. O número equivale a uma adesão de 67%. Parnamirim tem 25 mil alunos matriculados e cerca de 1.600 professores.

A gestão do prefeito Rosano Taveira (Republicanos) propõe um aumento de 10,16% – porcentagem equivalente à reposição da inflação de 2021 – dividido em duas parcelas: metade em março (incluindo o retroativo a janeiro); e a outra metade em maio, também incluindo o retroativo. A prefeitura se dispõe, ainda, a retomar negociações em julho para verificar a disponibilidade financeira da concessão de um novo reajuste.

Justina Iva, secretária de Educação de Parnamirim, afirma que o município já paga aos professores um piso salarial superior ao que é estabelecido pelo Governo Federal. Atualmente, o salário mais baixo da categoria na cidade é de R$ 2.916,00, para uma jornada de 30 horas semanais.

Com o reajuste proposto pela prefeitura, esse valor passaria para aproximadamente R$ 3.210,00. Atualmente, para uma jornada de 40 horas semanais, o piso salarial é de R$ 3.845,63. Portanto, proporcionalmente, Parnamirim só teria a obrigação de pagar um piso de R$ 2.884,00 para trabalhadores de 30 horas semanais.

Diferentemente da capital Natal, Parnamirim não tem lei municipal que obrigue o município a oferecer um reajuste no mesmo percentual do aumento nacional do piso do magistério.

O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público de Parnamirim (Sintserp) considerou a proposta da prefeitura como “incabível e inoportuna”.

“A proposta da prefeitura não cobre nem a inflação do período, haja vista que a categoria está sem reajuste há mais de dois anos e que o percentual equivalente ao período chegaria a mais de 15%. Além do mais, a categoria acumula perdas salariais referentes aos últimos anos na casa dos 18%. Ou seja, o reajuste integral de 33,24% do piso do magistério anunciado pelo Ministério da Educação, para os professores de Parnamirim, nada mais é do que a soma da inflação acumulada nos últimos dois anos (15%) mais as perdas salariais (18%)”, destacou o sindicato, por meio de nota.

Na tarde desta quarta-feira (9), a categoria vai voltar a se reunir em assembleia para discutir o andamento da paralisação.