Hugo Manso: "Robinson fez uma campanha simples, mas com muita determinação"

18/11/2014


O vereador por Natal, Hugo Manso (PT) concedeu entrevista ao jornalista José Pinto Junior no programa Conexão Potiguar, na Band Natal. Falou sobre as eleições 2014. Confira: 
 
Que avaliação o senhor faz da candidatura a deputado federal?
Neste pleito, tentamos manter a cadeira de deputado federal que conquistamos em 2002. Isso porque, ao se lançar ao Senado, Fátima Bezerra deixou o espaço para que o Partido dos Trabalhadores pudesse mantê-lo. Com isso, a tática empregada pelo partido foi lançar diversos candidatos, para buscar na soma a eleição de algum deles. Neste sentido, acho que erramos ao lançar sete candidatos, porque o tempo de televisão acabou reduzido para cada um de nós. Eu, por exemplo, tive 25 segundos por programa; isso é muito pouco para passar o conteúdo de uma campanha para deputado federal. Mesmo assim, conquistamos o terceiro, quarto, quinto e sexto lugar na coligação. O problema é que a coligação só elegeu 2 parlamentares – e nenhum deles é do PT, porque a nossa votação não foi como esperávamos. Porém, eu saio da campanha satisfeito, sobretudo por Natal, onde tive mais de 14 mil votos.
 
Comente sobre o acirramento da disputa presidencial na reta final.
Esta campanha presidencial lembrou muito a eleição de 1989. Com uma diferença: em 1989, nós perdemos e, agora, nós vencemos. E, diga-se de passagem, em todos os municípios do Rio Grande do Norte.
 
A expressiva votação da presidente Dilma no Nordeste suscitou um debate sobre separatismo; uma divisão da região do resto do Brasil. Qual o seu olhar sobre isso?
Eu quero aproveitar a oportunidade para comentar uma mensagem que o senador José Agripino colocou, dizendo que o Brasil bacana e inteligente havia votado em Aécio. Eu quero dizer que cabe a ele morar nesse Brasil bacana. Se nós analisarmos a eleição como um todo, houve disputa no país inteiro. O fato de que em alguns municípios nós vencemos com ampla vantagem e em outros nós perdemos não diminui ou aumenta a vitória. Dilma foi eleita presidente de todo o país. Nós construímos uma unidade nacional ao longo de 4, 5 séculos a custo de muita luta. Somos uma nação unida por idioma, cultura e território. Instigar a segregação é algo muito grave.
 
Qual sua visão sobre a disputa para o governo do estado? Mesmo sem uma estrutura robusta, Robinson Faria conseguiu vencer. Por quê?
Havia uma rejeição muito forte à candidatura de Henrique Alves. Em segundo lugar, Robinson conseguiu se apresentar bem à sociedade potiguar. Ele não era um homem conhecido, apesar de ser deputado estadual há muitos anos. Então, a eleição foi um processo que se deu a partir da vitória de Francisco José Júnior em Mossoró, onde o vice-prefeito é do PT – e nós fizemos a campanha inteira ao lado de Robinson. O governador eleito fez uma campanha simples, mas com muita firmeza e determinação. Do lado de lá, era muita confusão. As pessoas perceberam que o Governo do Estado, de uma só vez, com Wilma, José Agripino, Garibaldi, Geraldo Melo e Henrique não ia dar certo.
 

Fonte: Potiguar Notícias