José Pinto Júnior

25/05/2020
 
O desafio da oposição em Parnamirim
 
 
Mesmo em tempo de pandemia o assunto dominante nos grupos de WhstsApp e demais redes sociais é justamente a eleição de 2020. Ou seja, a sucessão do atual prefeito, Rosano Taveira, da cidade Trampolim da Vitória.
 
Nomes e partidos na oposição não faltam. Mas, divididos, com isso pode faltar votos para um candidato de oposição vencer. Por outro lado, o prefeito pode vencer, mesmo com poucos votos. 
 
Fenômeno parecido já ocorreu em Ceará Mirim, onde o então prefeito Antônio Peixoto venceu com menos de trinta por cento dos votos. A oposição teve a maioria dos votos, mas fracionada. Dividida em diversas candidaturas.
 
Mais recentemente em Parnamirim, em 2016, Taveira teve menos votos que Carlos Augusto Maia e Ricardo Gurgel juntos. Mesmo assim venceu. A oposição fará o mesmo em 2020?
 
⁣⁣Pela fotografia de hoje, existem as seguintes pré-candidaturas de oposição: Iran Padilha (DC), Professora Nilda (PSL), Francisca Henrique (Podemos), O Psol vai escolher um nome entre quatro pretendentes; a candidatura do PT, pois a presidente Joseane Bezerra, mantém projeto petista; Maurício Marques pelo Pros, Airene Paiva pelo PC do B, Dolvim pelo PRTB, Gildásio Figueredo pelo PV.  E ainda Elienai Cartaxo (PL) e Pastor Alex (SD), este que contudo não se manifestou como oposição.
 
 
Na situação, como se sabe está o prefeito Rosano Taveira. Mal avaliado, mas confortável diante a desunião da oposição.
 
Há muitas formas de avaliar a desunião da oposição. Mas, dois pontos saltam aos olhos. Primeiro, a falta de um projeto amplo e generoso que abraçe as diversas linhas partidárias. Segundo, a falta de uma liderança estadual que sirva de "guarda-chuva", para unir diferentes nomes da oposição.
 
A fotografia de hoje é de desunião e de olhares voltados para os próprios umbigos. Mas, como diz a música de Chico Buarque, amanhã será outro dia. Que a oposição de Parnamirim, construa um projeto que coloque a cidade e a cidadania em primeiro lugar.