Cefas Carvalho

15/02/2020
 
Sobre morte de bebê por Sarampo, sobre a guerra à ciência e sobre Necropolítica
 
 
Lendo no noticiário sobre a primeira morte por sarampo confirmada no estado do Rio de Janeiro, em 20 anos, que foi registrada em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, região que registra o maior número de casos no estado. A vítima foi um bebê de 8 meses.
 
Segundo o secretário de saúde do RJ, Edmar Santos, este foi o primeiro óbito por sarampo no estado desde o ano 2000 e também a primeira morte do ano no Brasil: “Isso traz para a gente uma situação de bastante perplexidade, uma vez que é uma doença que tem como ser evitada. Basta que haja a vacinação, que está disponível em todos os postos".
 
Não que tenha sido o caso dos pais da criança. Mas, o fato é que a política de ataque ao conhecimento e à ciência e o absurdo nas campanhas "antivacinação" criaram um cenário favorável a negligenciar vacinação. O que vai fazer com que doenças erradicadas voltem. 
 
Continuamos assim nossa caminhada rumo ao passado, ao atraso e à desinformação. Triste é perceber que trata-se de uma política de Estado, não um acaso. Na verdade, uma Necropolítica, já que o combate à ciência tem sintonia com a truculência policial e o desrespeito a portadores de HIV.