Ucrânia manda recado para ajuda oferecida pela China: “Não queremos cobertores, queremos armas”

18/03/2022


Foto: lastampa.it

 

Através de uma carta exposta ao público, Iryna Vereshchuk, vice primeira-ministra da Ucrânia, assumiu o posicionamento crítico do governo do país em relação à ajuda humanitária que a China propôs enviar. No texto, a dirigente ressaltou que o povo ucraniano “não precisa de cobertores, mas de armas” para enfrentar a guerra contra a Rússia, que já se estende pelo 23º dia. 

 

Como forma de justificar seu parecer, Iryna Vereshchuk expôs o momento do país, em que os cidadãos, segundo ela, precisam pegar em armas para defender sua nação contra o exército invasor. Além disso, a vice-primeira-ministra classificou como superficial a proposta de auxílio do governo chinês. "Não precisamos de cobertores e roupas de cama. Precisamos de armas para defender nossa terra. Como membro do Governo da Ucrânia, eis o que quero dizer aos nossos amigos chineses: isso é absolutamente frívolo e não digno do status de um grande país respeitável”, escreveu. 

 

Na carta, Iryna relatou que a China se opôs ao envio de armas à Ucrânia, tendo em vista que esse tipo de fornecimento bélico poderia fomentar um número maior de mortes entre civis. “A China recentemente se manifestou contra o fornecimento de armas americanas à Ucrânia, supostamente temendo que nos ajudar com armas pudesse levar a novas baixas civis. Eles (chineses) indicaram que a Ucrânia precisa de mais comida e sacos de dormir”, explicou.

 

Por fim, ainda em ataque à postura adotada pela China, a representante do governo ucraniano recomendou, de forma irônica, que o país asiático fizesse uma consulta pública aos seus cidadãos acerca de qual procedimento seria o mais adequado no que tange à ajuda à Ucrânia. “Eu sugiro que o governo chinês consulte a opinião de seus 160 estudantes, que tiramos do bombardeio russo na semana passada. E pedimos à China que pare de apoiar aqueles que bombardeiam áreas residenciais de cidades ucranianas”, concluiu no texto.