"Trabalhadores da saúde deveriam ser vacinados" diz enfermeira Maria Pontes

25/01/2021

Por: Jessyanne Bezerra

 

 

Em entrevista concedida ao jornalista Pinto Jr. para o programa Jornal Potiguar Noticias, a enfermeira e diretora do Hospital Regional Dr. Deoclécio Marques, Maria Pontes, comentou sobre o papel do hospital na vacinação, o atual contexto da pandemia no estado e sobre o trabalho dos profissionais da saúde que estão atuando na linha de frente.

Após o Governo do RN dar início a vacinação no dia 20 de janeiro, os demais municípios começaram deram início também seus planos de imunização em paralelo ao estado, em relação a isso a atual diretora do Hospital Regional, declarou "o hospital Deoclécio Marques atende pacientes de covid que vem referenciados do hospital Walfredo Gurgel, de casa e também aqueles que vem referenciados dos interiores da sétima regional" e complementou "esses profissionais que estão na linha de frente: do pronto socorro, centro cirúrgico, da ala covid que é a enfermaria covid, da UTI.  Então como critério para atender esse primeiro momento nós tivemos três prioridades: ala covid, UTI e centro cirúrgico. Na segunda prioridade colocamos: pronto socorro, o pessoal do semi-intensivo e o do politrauma. Na terceira temos os profissionais do administrativo, financeiro, nutrição".

Em relação ao RN+VACINA, a enfermeira Maria Pontes esclareceu "o RN+VACINA é um link para todo Rio Grande do Norte porém é acessado por todo o país, esse programa vai fazer a ficha do vacinante, a pessoa que vai ser vacinada. Nessa primeira inscrição vão ser todos, independente dos critérios que tenham, até porque o estado tem que ter noção de quantas pessoas tem para serem vacinadas, tem a população mas é a população acima de 18 anos e os prioritários: maiores de 75 anos, os profissionais da saúde que estão na linha de frente mas na realidade deveriam ser todos os trabalhadores da saúde porém com a redução da quantidade de vacinas, ficou reduzido apenas para os da linha de frente, e os demais que são os que tem diabetes de mellitus, pacientes renais e pacientes transplantados".

Sobre a possibilidade de ter alguém furando a fila da vacinação, a diretora do Hospital Deoclécio Marques, Maria Pontes, assegurou "No hospital não tem o perigo de furar a fila, porque nós fizemos uma planilha que tem todos os profissionais que estão nessa primeira prioridade e então damos essa escala para os vacinadores e eles vão conferindo que está nessa escala para ser vacinado. Então o vacinador vai pegando esses profissionais, fazendo a ficha deles e vacinando. Portanto, não tem perigo de furar a fila".

Por fim, sobre a segunda dose da vacina, a enfermeira Maria Pontes alertou "recebemos 82.440 doses, dessas 50% é para a primeira fase e 50% já está armazedada, condicionada na Unicad para fazer a distribuição no devido tempo. Então quem está tomando agora, provavelmente daqui a 15 dias, três semanas, estará tomando a segunda dose" e complementou "sabemos que já está em processo de aquisição também o segudo lote, que provavelmente chegará na próxima semana, que será para abranger todos os profissionais da saúde nesse momento".

Para saber mais acesse o link da entrevista completa: https://youtu.be/TDN0iDXTdvI