Fomento à internacionalização tornará o RN mais competitivo

18/08/2020


Foto: DivulgaçãoRaquel Kibrit será a primeira especialista da série de webnars da Rede
 
O Rio Grande do Norte passa a contar a partir deste ano com um importante aliado no processo de internacionalização do setor produtivo, em especial as empresas de Tecnologia da Informação. A Rede Potiguar de Fomento à Internacionalização está articulando a realização de seminários virtuais com vistas ao mercado externo. O primeiro webinar acontecerá na próxima sexta-feira (21), às 15h, e terá como expositora a CEO da empresa paulistana Sterna, Raquel Kibrit, especialista em internacionalização de empresas.
 
Raquel Kibrit é formada em Relações Internacionais, com pós-graduação em Gestão de Negócios e Projetos e possui MBA pelo Instituto de Ensino e Pesquisa - INSPER. A empresa Sterna já atuou na internacionalização de 50 empresas e seu mais recente trabalho foi feito junto ao Porto de Santos, o maior da América Latina. As inscrições podem ser feitas através do link.de forma gratuita.
 
A Rede Potiguar de Fomento à Internacionalização é uma iniciativa da Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Brasil-Portugal e do Parque Tecnológico Metrópole Digital e conta com a parceria do Sebrae no Rio Grande do Norte, Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), Governo do Estado, Prefeitura do Natal e da Rede Potiguar de Incubadoras e Parques Tecnológicos (Repin).
 
Ao todo estão programadas pela Rede cinco webinars (seminários através da web), que contarão com a participação de especialistas do mercado e terão por objetivo traçar um cenário completo para quem quer internacionalizar seus negócios, em especial no que diz respeito ao mercado português e europeu. Ao final de cada encontro, também será reservado um canal individual ou em grupo para dirimir dúvidas dos empreendedores participantes.
 
Empresas mais competitivas
 
O diretor do Parque Metrópole, Rodrigo Romão, ressalta a importância da iniciativa para contribuir para que os empreendedores locais passem a ter um pensamento global quanto aos seus negócios. “Por que não, logo no início de um empreendimento, pensá-lo de forma internacional?”, indaga Romão.
 
Rodrigo Romão afirma que, do ponto de vista econômico, o momento é propício para o planejamento de ações de internacionalização, seja para superar o momento de dificuldade trazido pela pandemia do coronavírus, seja devido à desvalorização da moeda nacional. “O passo seguinte a esse momento de sensibilização, por meio dos webinars, será formar um pool de empresas interessadas, com as quais a Câmara Brasil-Portugal poderia atuar em aspectos como a negociação de parcerias”, anuncia Romão.
 
O gerente da Unidade de Inovação e Negócios do Sebrae no Rio Grande do Norte, David Góis, considera a inciativa da Rede um passo decisivo rumo à internacionalização das empresas de base tecnológica e startups norte-rio-grandenses, que terão mais competitividade no mercado exterior. “Estamos abrindo mais uma grande possibilidade de desenvolver o estado através dessas empresas de tecnologia. Contudo, não adianta desenvolver empresas de base tecnológica, sem abrir mercados. A internacionalização de empresas de tecnologia é um grande vetor que impulsionará a economia do RN, através dessa Rede formada por instituições, que são referência no apoio ao desenvolvimento econômico”, avalia David.
 
A diretora de internacionalização e relacionamento com o mercado da Câmara Brasil-Portugal, Daniela Freire, destaca que o fato de vários órgãos ligados à Rede já terem projetos voltados para o mercado exterior facilitou a criação da parceria. “Isso demostrou que as instituições do Estado, não só estão atentas a soluções para mitigar o impacto da crise, como também atuando em bloco para estimular e preparar o empresariado local visando expandir mercado e fazer negócios com outros países, diversificando o risco da operação e tornando as empresas mais competitivas”, destaca a dirigente.
 
Daniela Freire também aponta a fase como oportuna para iniciativas do tipo. “O peso da moeda e os incentivos por parte do governo europeu ao longo dos próximos meses e anos são fatores que favorecem a expansão de mercado neste momento e não devemos perder esta janela”, defende. Ela conta que o órgão tem interesse em estimular o comércio entre os dois países e que o objetivo “é usar sua expertise e rede de parceiros para auxiliar na retomada econômica do Brasil”.
 
O secretário municipal de planejamento, Alexsandro Ferreira Cardoso da Silva, afirma que a articulação para a Rede de Fomento faz-se importante, dentre outros motivos, por se constituir numa “renovada oportunidade de ampliar as parcerias institucionais já existentes e fomentar novos contatos”. Segundo Alexsandro, “é bem-vinda a iniciativa de estabelecer fortes vínculos com Portugal, seu ambiente de negócios, como porta de entrada ao mercado Europeu”.
 
O diretor da Rede Potiguar de Incubadoras e Parques Tecnológicos (Repin), Anderson Paiva Cruz, destaca a relevância da implementação de medidas de formação para os empreendedores na área de internacionalização. Paiva explica que, dentre as ações previstas, está a implementação de cursos de capacitação, por parte do Governo do Rio Grande do Norte, voltados para CEOs de empresas. “A ideia é que os empreendedores possam conhecer os vários aspectos da internacionalização, de modo a fortalecê-las e prepará-las nesse processo. O mais importante é que essas instituições estão atuando de modo a fortalecer a internacionalização como um vetor desenvolvimento do Estado”, conclui o diretor da Repin.