Hermano Morais: As dificuldades do nosso Estado exigem um governo criativo"

29/01/2015

Por: Pinto Junior

O deputado Hermano Morais (PMDB) concedeu entrevista ao jornalista Pinto Júnior e falou sobre os desafios do novo mandato junto ao Governo Robinsonn Faria. Confira:

 

Na sua ótica, quem será o presidente da nova legislatura da Assembleia Legislativa?

Todos os colegas que estão se movimentando tem legitimidade para exercerem a presidência da Assembleia Legislativa. Pelas articulações, nós sabemos que tem interesse no cargo o atual presidente, Ricardo Motta, e os colegas Ezequiel Ferreira, Álvaro Dias, Gustavo Carvalho e Galeno Torquato. Todos podem realizar um bom trabalho.

 

Qual será sua postura no Legislativo durante o governo Robinson Faria?

Eu defendo que o comportamento do PMDB seja o de oposição. Porém, mesmo nesta condição, vamos contribuir, apoiando bons projetos que sejam a favor do Rio Grande do Norte. Nosso estado passa por muitas dificuldades, que exigem um governo austero e criativo. Por isso, não vamos criar nenhuma dificuldade do ponto de vista administrativo.

 

Tendo em vista o bom desempenho obtido na última eleição, se fala que o senhor poderá ser candidato em 2016. Seu nome está a disposição?

Essa discussão só está acontecendo agora em virtude da falta de uma reforma política. Se discute a próxima eleição logo imediatamente após a realização de um pleito. Por isso, defendo a coincidência dos mandatos. Mas em relação a 2016, eu reafirmo que meu nome está a disposição do partido. Por ora, o que eu defendo é que o PMDB tenha candidatura própria.

 

O apoio de Carlos Eduardo a Henrique Alves na última campanha estadual não obriga o PMDB a retribuir a aliança em 2016?

Esse assunto não foi tratado no diretório municipal do partido, a quem compete debater essa questão. Se algum compromisso foi firmado, foi com o deputado Henrique ou com o senador Garibaldi. Mas o próprio Henrique afirmou recentemente que essa discussão será levantada futuramente.

 

O senador Garibaldi Alves já mostrou simpatia pelo apoio a Carlos Alves. Mas me parece que, no PMDB, quem bate o martelo é Henrique. Certo?

Eles são dois grandes líderes dentro do partido, de bastante densidade eleitoral e política. Por isso, eles tem o direito de dar a opinião deles. No entanto, deve haver o respeito às instâncias partidárias. A discussão deve acontecer com os vereadores e com o diretório municipal como um todo. Além do mais, a população precisa ser ouvida. Ainda esse semestre, por exemplo, começaremos a fazer reuniões para debater essa e outras questões. Não podemos aceitar decisões de cima para baixo.

 

O PMDB é tido como um partido “familiar”, mas o senhor não pertence a família Alves. O senhor acredita que as discussões podem acontecer, de fato, somente no âmbito programático?

Sim. As discussões tem que acontecer no ambiente partidário e tendo em vista as necessidades da população. Precisamos discutir o que é importante para Natal. A gestão municipal precisa inovar e buscar eficiência, estabelecendo prioridades para que a nossa cidade cresça de maneira sustentável.

 

O senhor acha que o prefeito Carlos Alves está seguindo esse caminho?

O prefeito tem feito uma gestão razoável, pois tem conseguido retomar o controle da administração pública municipal. Apesar disso, eu diria que os maiores problemas da cidade não foram enfrentados ainda. Outra coisa importante é debater Natal sob um ponto de vista metropolitano. Eu não vejo isso sendo feito pela atual administração.

Fonte: Potiguar Notícias (Ed 565)