Entrevista com Jaime Calado

10/10/2013

Por: José Pinto Júnior
Comente um pouco a respeito das comemorações que aconteceram no último feriado, dia 3 de outubro
 
Jaime Calado – Tivemos a presença do padre Reginaldo Manzotti, que deu seu show no monumento dos mártires e em seguida houve a Santa Missa presidida pelo arcebispo Dom Jaime, juntamente com Padre Murilo que é o nosso capelão dos mártires. Foi um evento da Arquidiocese de Natal e que a prefeitura, evidentemente, apoiou junto com o governo estadual, com a prefeitura de Parnamirim e vários outros parceiros e instituições, afinal de contas são os padroeiros do Rio Grande do Norte, o que tem uma conotação não só religiosa, mas também de luta contra a invasão estrangeira. O feriado acontece porque os mártires são os padroeiros do Rio Grande do Norte, essa é a razão da grande festa religiosa e história. Por isso a nossa cidade teve a honra e a alegria de receber pessoas do nosso e de vários outros estados.
 
O senhor está com uma viagem agendada para a China, não é?
 
Jaime Calado – Vou com o secretário da educação, professor Abel. Nós recebemos esse convite desde 2010, quando o assessor cultural da embaixada da China esteve aqui no Rio Grande do Norte e nos visitou. Isso porque temos um programa chamado “Fala Mais” que ensina inglês, espanhol e chinês para garçons, professores, taxistas, enfim, para podermos receber bem as pessoas que virão, agora com a inauguração do aeroporto internacional, ele achou interessante e está nos convidando. Vamos visitar creches e escola de ensino fundamental porque nos últimos recordes mundiais, as escolas de ensino fundamental da China estão em primeiríssimo lugar no mundo, superaram as japonesas e como é obrigação do município cuidar das creches e das escolas de ensino fundamental, é importante que a gente aprenda com eles. E com essa visita lá, vamos também visitar alguns setores econômicos, numa tentativa de instalar uma ou duas fábricas no nosso município porque com essa chegada do aeroporto, empresas do mundo inteiro estão interessadas em ver o potencial de negócios e a gente vai visitar cinco setores da economia tentando trazer para cá.
 
O município de São Gonçalo tem um espaço para polo industrial, para receber essas empresas ou o município dá contrapartida do terreno?
 
Jaime Calado – A lei municipal permite a gente fazer a sessão, a gente não doa, mas faz uma sessão determinada. Tem incentivos fiscais municipais, estaduais e federais. Tem, antes de tudo, o aeroporto, aquela área de 15 quilômetros quadrados do aeroporto, por isso que é um aeroporto-cidade, ele usará uma parte para embarques e desembarques de passageiros e cargas e a outra é o espaço para indústrias, shoppings centers, hotéis, empresas de logísticas. Fora isso, a prefeitura desapropriou uma área de 75 hectares com a ideia de criar um polo tecnológico que dependendo do tipo de empresas e do número de empregos que ela possa gerar, a gente pode providenciar terrenos, dentro das nossas possibilidades.
 
O senhor tem uma grande experiência com o projeto “Minha Casa, Minha Vida”, quantas unidades serão entregues até o final do seu mandato.
 
Jaime Calado – 4 mil é a nossa meta. O Brasil passou 25 anos sem política habitacional, acumulou um déficit de mais de 8 milhões de moradias e isso baseado no modelo brasileiro de calcular o déficit habitacional, que é o seguinte, de acordo com a fundação Getúlio Vargas: Se você tem duas famílias morando numa casa, você tem déficit de uma casa. Se você tem uma casa de taipa, tem déficit porque é considerada sub-habitação. Casa precárias, de papelão, tudo isso é déficit. Então, considerando isso, tinham 8 milhões. Se fosse no modelo americano, de considerar déficit habitacional, nosso déficit seria de 21 milhões de habitações, isso porque eles consideram que cada pessoa da família que completa 21 anos, tem direito a uma casa. Então, por exemplo, se você tem 5 filhos, cada um deles que for inteirando 21 anos, mais um déficit de uma casa. O que aconteceu é que foram construindo casas e aquelas pessoas que tinham dinheiro, mesmo solteiras, compravam a casa, mas não abatia do déficit, porque não era uma família. Enfim, o programa Minha Casa, Minha Vida é um grande programa habitacional, eu digo que é o maior da história, porque no tempo do BNH, que foi uma genialidade, mas ele ainda não era como o Minha Casa, Minha Vida, que é um guarda-chuva que tem dentro dele vários outros programas. Tem o Minha Casa, Minha vida de zero a três, que é para os mais pobres, feito juntos com as prefeituras, ou mesmo junto com as entidades, tem o Minha Casa, Minha Vida rural, enfim, são vários programas, todos com grandes benefícios para a população. Inclusive para a classe média, que pode adquirir um apartamento ou uma casa, tendo renda até R$ 1.600,00 e que terá um subsídio de R$ 17.000,00. A equipe da Caixa está muito experiente, tem nos ajudado muito, é o maior empreendimento contínuo do estado, são seis condomínios de trezentos apartamentos, cada condomínio tem uma quadra poliesportiva, tem salão de festa, tem churrasqueira e ao lado desses condomínios de 1.800 apartamentos, vão viver ali mais de 7 mil pessoas, prefeituras,  uma unidade de saúde com duas equipes do PSF, uma escola modelo de ensino fundamental e uma creche modelo, fora isso a prefeitura já está licitando os acessos de calçamento lá na frente, a parte de iluminação pública, enfim, nós queremos que tenha realmente, uma grande habitabilidade. E já estamos com outros projetos que estão sendo encaminhados para irmos reduzindo esse déficit, temos mais de 7 mil famílias inscritas com renda abaixo de 3 salários mínimos. 
 
Vamos falar sobre os acessos do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, que deram trabalho para sair, não é?
 
Jaime Calado – Realmente, deu muito estresse. Mas, graças a Deus, está saindo. Eu até pedi para você levar as câmeras do seu programa, mostrar as máquinas trabalhando, já tem setores que a terraplanagem já está bem avançada e vão sair dois dos três acessos até dia 30 de abril, que é o primeiro dia de expediente no novo aeroporto, pelo menos é assim que está no cronograma. Muitas pessoas ficam preocupadas se dois acessos vão dar, mas o de Parnamirim sempre teve apenas um acesso e nunca teve problema de engarrafamento por causa daquele acesso do aeroporto. Então, o de São Gonçalo começa com dois e o terceiro que passa ali ao lado de Macaíba e sai na BR 304, que vai para Mossoró, esse ficará pronto depois. Mas faz parte do mesmo contrato, então é uma questão também de tempo e é bom dizer porque temos que divulgar boas notícias. Estou muito feliz com o trabalho que está sendo feito lá.
 

Fonte: Potiguar Notícias