Eliade Pimentel

15/11/2021
 
 
Por andam os amores do ‘segundo grau’ 
 
 
É até comum as pessoas que se conheceram lá na adolescência ou até na infância se reencontrarem e formarem pares. Perdem-se se na vida e se reencontram em algum lugar, físico ou virtual. Ah, foi no tinder? Onde fica esse ‘bar’? Piada interna com uma amiga que não conhecia o famoso aplicativo de relacionamentos ao perguntar sobre o local que um casal, cuja noiva ela maquiava, havia se conhecido. 
 
E foi justamente pelas redes sociais que eu tive um lance fortíssimo de memória afetiva sentimental esses dias. Uma amiga que estudou comigo na oitava série namora há dois anos um cara que fazia o ‘segundo grau’ no nosso tempo. Ele era bem cobiçado, um monte de menina gostava dele, e nesse bolo eu me incluo, mas havia uma amiga em comum que era arriada os quatro pneus. Porém, nunca namoraram, beijaram-se numa festa – ainda hoje me recordo de sua voz dizendo o quão os lábios deles eram macios! 
 
Apesar de acompanhar minha amiga (a que está namorando), e perceber sua história recente de amor, somente agora, ao ver um post de felicitações pelo aniversário do ‘boy’ que me caiu a ficha e eu corri para o privado... Amiga, pelas caridades, agora que eu soube o apelido me liguei. Caramba, passou um filme na minha cabeça. Um bando me garotas, umas cinco sentadas numa escadinha na hora do intervalo, observando o moreno tímido de olhos claros e lábios de mel. Parece e soa engraçado, mas é nossa história. 
 
Foi o que eu disse a ela, depois de juras de amor eterno, porque ambas nos admiramos muito. Tenho visto de longe e ‘de perto’ esta relação, tenho me ligado que aquele rapaz do passado se transformou num companheiro massa para a minha querida e amada amiga, a quem só desejo o bem. A memória afetiva mexeu comigo em outro nível. Levou-me de volta a um tempo que é muito rico, uma fase que estará sempre viva em minha memória. 
 
Me pego muitas vezes pensando nas pessoas do passado. Tenho um diário o qual virou publicação histórica aqui em casa. Minha filha adora passar a limpo minhas lembranças. É capaz de eu ter dedicado um registro ao bom moço que minha amiga agora está namorando. Aqui e acolá, vem à tona esses pensamentos. Por onde andarão os amores da escola, da igreja, das viagens.