Renisse Ordine

21/10/2021
 
Somos seres do vazio
 
 
Começo com uma afirmação: “Não preservarmos, não podemos valorizar aquilo que não conhecemos”, podemos estar diante de importante símbolo nacional, regional, municipal e até mesmo dentro de nossos lares. Digo também, podemos viajar pelo mundo, mas se não conhecermos o nosso espaço, do que adiantaria?  
 
Para muitos, a literatura é vista somente com uma forma de entretenimento, mas significa muito mais do que é isso, ela é a nossa base de instrução, informação e de conhecimento de mundo. O livro é um patrimônio material de preservação da memória cultural da humanidade, e deveria ser valorizado como tal. 
 
Indo mais além, é um direito humano, se pra mim ela é importante, será igualmente importante ao outro. Mas como cita Antônio Cândido em seu livro “O direito à literatura”, quanto mais a sociedade se moderniza, mais irracional ela se torna. Em suas exatas palavras, ele pontua que “Os mesmos meios que permitem o progresso podem provocar a degradação da maioria”. 
 
Somos seres do vazio, e precisamos diariamente de preenchimentos, de encantamentos e conhecimentos de nossas raízes, do chão o qual estamos pisando. Falar somente sobre o cotidiano, de fatos, não é o bastante. Escrever e falar sobre o que se passa em nosso interior e o quanto o ambiente externo nos afeta, é uma necessidade. É isso o que nos conecta como seres humanos e nos faz perpetuar pela eternidade.
 
Escrever e falar sobre memórias garante que as pessoas e fatos da nossa história não se percam nessa imensidão de mundo. Que a futura geração se sinta segura para reviver e buscar respostas nos escritos literários.  
 
A literatura é uma manifestação universal, é um modo de registrar e transferir os sentimentos do individuo em relação ao espaço em que ele vive. Numa transição do espaço, do ser, do fazer, vindo de conhecimentos dos nossos antepassados. 
 
Preservação, divulgação e escrita para novas reconstruções! Temos muito a fazer neste mundo.