Renisse Ordine

29/07/2021
 
Nelson Lorena – uma inspiração para o presente 
 
“Eu penso, eu quero, eu faço”.  Firme em seu pensamento, Nelson Lorena deixou toda a sua arte transbordar pelas ruas e construções da cidade de Cachoeira Paulista. 
Hoje trago para esta coluna a história desse homem, que é digno de todas as homenagens pelo seu incomparável talento e imensa paixão por sua cidade natal. Em sua longa vida, talento e paixão se uniram através de sua alma, fazendo a diferença nessa terra pequenina. 
 
Sua vasta herança cultural está imortalizada em telas, estátuas, bustos, letras, músicas e literatura.  São frutos em formas de artes coloridas e musicalizadas. Nenhum detalhe e personalidade histórica passaram despercebidos aos seus olhos, mãos e pincéis. 
 
Também na literatura o seu talento se destacou, criou um dos mais clássicos jornais “O Cachoeirense” (1915), tão importante para os inícios literários e culturais do munícipio. Idealizou, e apesar dos empecilhos da politica, não desaminou em ver realizado o seu sonho do Parque Ecológico, nos moldes da Quinta da Boa Vista. E ao lado de Ruth Guimarães foi um membros fundadores da ACLA- Academia Cachoeirense de Letras e Artes (1972). 
 
Em suas crônicas publicadas no jornal, falava sobre tudo (religião, política, sociedade, filosofia e amizade), exalava muito sabedoria em suas letras e opiniões. 
 
Por fim, essa é uma coluna escrita para um jornal Potiguar, há milhares de quilômetros dessa terra pequenina, no interior paulista, e por que acredito ser importante você conhecer Nelson Lorena?  A resposta é simples, porque ele foi um homem excepcional, que deixou um legado artístico de importância nacional. Dono de um amor inigualável pelo seu chão, dispondo de seu talento para transformar o seu pedaço de mundo. 
 
Em tempos de desapegos culturais e negacionismo, faz-se necessário celebrar pessoas com esse forte apreço pela liberdade, criação e por sua sua gente. 
 
“Quanto ao pensamento, somos integralmente livres; jamais haverá grades, leis que possam encarcerar esse dom da mente”. 
 
A arte como expressão e valorização são aspectos que vemos sendo perdidos em nosso país, sendo em grande parte, atualmente, tratados como insultos. 
 
E é esse nacionalismo que precisamos ver renascer no brasileiro, amar a arte, a palavra, a ciência e a cultura. 
 
Como Nelson Lorena, se olhássemos e acreditássemos no bem que podemos fazer ao próximo a partir dos nossos dons e capacidade, a nossa grama estaria verde. 
 
Que os bons ventos das belas artes, espalhem suas sementes!