Wellington Duarte

13/05/2020
 
ACOLHIMENTO: UM SINDICATO NA LUTA EM DEFESA DA VIDA
 
 
Sou presidente de um Sindicato que completará 41 anos em 2020. Fundado em 1979, lutou contra a Ditadura. Representa os professores da UFRN, sendo, portanto, um sindicato cuja base, heterogênea, é de classe média.
 
Estou presidente desse Sindicato desde 2015 e encerrarei minha gestão em junho de 2021, embora esteja nas diferentes diretorias desde 2008 e creio que meu tempo como dirigente sindical se encerrará ao final desse mandato, para que as gerações futuras continuem a edificar o ADURN-SINDICATO.
 
Mas, nesse momento especial da nossa história, quando a gestão se depara com a maior catátrofe sanitária que o mundo vive, desde a Gripe Espanhola de 1919, cujos efeitos sociais e econômicos são bíblicos, a Diretoria do ADURN-SINDICATO se viu na necessidade de repensar suas ações.
 
O ADURN-SINDICATO decidiu acolher os mais pobres e miseráveis. Somos um sindicato de classe média, é verdade, e o nosso sustento vem de professores universitários, mas nesse momento a decisão da Diretoria, em reordenar esforços para esse acolhimento, através de ações voluntárias, explicita o perfil dessa gestão. Nosso legado para os que vierem será o de colocar o Sindicato no mais alto patamar de respeito que deve ter uma categoria que já contribui para a ciência, mas que agora se lança na luta pela vida.
 
Escolhemos a VIDA e adotamos o critério de olhar para aqueles desvalidos, abandonados pelo Estado, fragilizados pelos desquilíbrios econômicos, condenados a sofrerem com a política genocida desse governo de malfeitores.
 
Estamos do lado certo da história!