Wellington Duarte

07/03/2020
ESCREVER SOBRE O RN E SE REENCONTRAR COMO POTIGUAR
 
 
Escrever um livro sobre a formação econômica do RN, olhando essa história pelo prisma do materialismo histórico, acabou por ser uma viagem reveladora, inclusive da minha incompreensão da nossa história.
 
Remontar um processo histórico, com o forte viés da Ciência Econômica pode causar um certo transtorno e a pessoa tem que estar disposta a sofrer com a nossa des-história.
 
Uma das primeiras travas que encontrei foi com a recolocação do processo de ocupação do RN, já devidamente documentado por historiadores locais. Eu queri mais.
 
E decidi, em primeiro lugar, me "libertar" de uma jaula : a do desconhecimento e do "irreconhecimento". Na história do RN os povos nativos não me parecem ter tido o tratamento adequado.
 
Mas essa é a MINHA OPINIÃO.
 
Por escolha própria não os chamo de "indios", pois essa palavra nasceu de um erro geográfico de Colombo e nada tem a ver com a ORIGEM dos que aqui estavam. Preferi a palavra NATIVO, porque se refere a quem NASCEU aqui.
 
Por uma questão de LÓGICA tive que ENTENDER como foi a tal "guerra dos bárbaros", na verdade uma GUERRA DE RESISTÊNCIA, visto que os NATIVOS foram FORÇADOS a deixar suas terras para a instalação do gado dos portugueses. Com isso resgato a minha própria memória, renegando termos que cresci ouvindo e lendo.
 
O RN começou efetivamente com o EXTERMÍNIO dos seus nativos .