Mais de 45% dos trabalhadores formais do RN estão no setor de serviço

03/08/2019


Foto: Agência Sebrae
 
A cada dez pessoas que trabalham com carteira assinada no Rio Grande do Norte, ao menos quatro delas estão contratadas e atuam em empresas do setor de serviço. Esse segmento é o que tem o maior número de empregados e reúne 45,7% do estoque de empregos celetistas do estado. Até o primeiro semestre do ano, o Rio Grande do Norte contabilizou 420.191 trabalhadores com carteira assinadas. O comércio é o segundo ramo que mais tem postos de trabalho, com 26,1% do total, seguido da indústria (13%) e construção civil (6,1%).
 
A informação do estoque de empregos formais aparece na edição 44 do Boletim dos Pequenos Negócios do Rio Grande do Norte, uma síntese conjuntural elaborada trimestralmente pelo Sebrae-RN que traz os principais indicadores da economia potiguar no primeiro semestre de 2019. O material foi divulgado nesta terça-feira (30) e pode ser conferido no Portal do Sebrae (www.rn.sebrae.com.br) na seção 'Estudos e Pesquisas.  O informativo mostra que o segmento das microempresas foi o que mais abriu novas vagas de emprego no Rio Grande do Norte em seis meses. Os negócios desse porte tiveram um saldo de 3.827 empregos, minimizando o impacto negativo no saldo geral, que foi de 5.115 vagas encerradas no semestre em todo o estado.
 
Além de ser o que mais emprega, o setor de serviços foi o que mais gerou novas vagas nos primeiros seis meses do ano. Foram criadas 3.049 novas vagas, o que representa um aumento superior a 39% em relação à quantidade de novas vagas abertas no primeiro semestre de 2018 pelo setor. Os serviços da indústria de utilidade pública criar um semestre 128 novas vagas, assim como a construção civil fechou o período com 34 novos postos criados. Nos demais setores, o saldo de emprego ficou no vermelho.
 
O setor agropecuário foi o que registrou a maior baixa de postos de trabalho. Foram 4.620 vagas perdidas - 1.066 postos a mais que os perdidos no primeiro semestre do ano passado – e isso contribuiu muito para o saldo no semestre ter sido negativo. Já a indústria de transformação foi a segunda que mais perdeu vagas (1.418), seguido do setor de extração mineral que perdeu 166 postos de trabalho.
 
O boletim também traz um dado importante sobre as novas relações de trabalho após a reforma trabalhista, os contratos intermitentes e os de jornada parcial, que registraram reduções em comparação com o primeiro semestre de 2018. O saldo dos intermitentes reduziu pela metade na comparação de um semestre com o outro, saindo de 635 para 317. Já o saldo das jornadas parciais caiu 46,7%, saindo de 744 para 396 postos.
 
Exportação de aviões
 
Divulgação - EmbraerAeronaves  foram exportadas pelo RNAeronaves foram exportadas pelo RNO Boletim dos Pequenos Negócios também traz uma análise sobre a balança comercial potiguar, que fechou o semestre com superávit de US$ 128,7 milhões, o que representa um crescimento 143% no comparativo com o saldo no mesmo período de 2018. Isso porque apareceram itens extraordinários e de caráter temporário não comercial nas exportações, produtos que alteraram a pauta regular.
 
Saíram pelo Rio Grande do Norte, com destino aos Estados Unidos, os jatos E-170 e E-190. As aeronaves vieram de São José dos Campos e foram despachadas em maio deste ano para compradores norte-americanos pelo estado, o que interferiu na pauta de exportações em US$ US$ 25,5 milhões sem incrementar diretamente na economia local. Por isso, foi considerado um item pontual. Também saiu do RN uma turbina a gás para conserto nos Estados Unidos, que foi avaliada em US$ 21,7 milhões. Esse item foi considerado temporário e não comercial, já que o produto deverá vretornar ao país após o reparo.
 
A exportação de melões registrou uma alta de 110% em comparação com o mesmo semestre de 2018. Foram negociadas 81,2 mil toneladas da fruta, mais que o dobro das 36 mil toneladas exportadas do ano passado, somando US$ 50,8 milhões. 
 
Os envios de melancias também registraram um aumento bastante significativo comparando com o primeiro semestre de 2018. Enquanto no ano passado o RN exportou 5,3 mil toneladas dessa fruta, o volume foi de 28,6 mil toneladas neste ano. Isso gerou uma comercialização avaliada em US$ 13,6 milhões.
 
Além da balança comercial e do mercado de trabalho formal, o informativo também aborda o índice de criação de novos negócios no semestre. O boletim revela que, no estado, foram criados 8.956 novos negócios na categoria de Microempreendedor Individual (MEI). Informa ainda sobre a arrecadação de ICMS no semestre. Ao todo, foram recolhidos desse imposto valores que somaram R$ 2,8 bilhões, cerca de R$ 150 milhões desse total vieram das micro e pequenas empresas.
 

Fonte: Agência Sebrae