Candidatura de Styvenson ao Senado ainda causa estranheza a analistas políticos

09/08/2018

Por: Cefas Carvalho
Apesar dos bons números apresentados nas pesquisas eleitorais na corrida para o Senado no RN, o candidato Capitão Styvenson Valentim (REDE) ainda causa estranheza em parte dos analistas políticos potiguares. Justamente por ter optado entre tentar o Senado e não a Câmara Federal ou a Assembleia Legislativa.
 
Tendo deixado o mundo político e seus apoiadores na expectativa durante toda a pré-campanha, Styvenson só decidiu o partido a se filiar (Rede Sustentabilidade, comandado nacionalmente por Marina Silva) e o cargo a que concorreria "no apagar das luzes". Mal tomou a decisão e já teve o nome com boas intenções de voto, chegando a liderar na Grande Natal, segundo uma das pesquisas.
 
Styvenson concorre a uma das duas vagas em disputa ao Senado contra pesos pesados da política, como o senador Garibaldi Filho (MDB), que tenta reeleição, o ex-senador e ex-governador Geraldo Melo (PSDB) e os deputados federais Zenaide Maia (PHS) e Antônio Jácome (Podemos). Avalia-se que a dupla de senadores eleitos sairá deste quinteto.
 
Não se pode negar a ousadia e disposição do capitão, que virou celebridade regional pelo rigor com que coordenou a Operação Lei Seca, mas a pergunta é por que tentar uma faixa com mais dificuldades se ele teria uma eleição quase garantida para a Assembleia Legislativa do RN por exemplo?
 
Para o jornalista e blogueiro mossoroense Carlos Santos, "a  minirreforma política de 2017 criou a prioridade de eleger federais, em vez de governador, presidente, senador. Ele seria viável demais e os partidos desejariam", afirma, em opinião corrente entre jornalistas da área.
 
"Não sei responder porquê ele opta pelo Senado. Talvez tenha pouco a ver com estrategia politica", afirma o jornalista Rudson Pinheiro. Rudson recorda ainda do êxito da professora Amanda Gurgel, que em 2012 teve estrondoso êxito para a Câmara de Natal. "Talvez Styvenson sozinho pudesse atingir e bater o quociente eleitoral para a Assembleia Legislativa, como fez Amanda", avalia Rudson.
 
O que parece claro é que Styvenson não é "do ramo" político, para o bem e para o mal. "Não sei se ele entende de politica", afirma Rudson. "Não sei o que passa na cabeça dele. Nem ele deve saber", avalia Carlos Santos. Resta saber como se portará o eleitorado dele diante disso.