Sindicato dos Caminhoneiros do RN: "Existe o direito de protesto"

24/05/2018

Por: Da Redação
Foto: Agência Brasil
 
Pelo quarto dia seguido, caminhoneiros em todo o país bloqueiam rodovias em protesto contra os aumentos nos preços dos combustíveis. Na noite de ontem a Petrobras tomou uma "medida excepcional" segundo o diretor da estatal Pedro Parente.
 
A Petrobras baixou os preços do diesel nas refinarias em 10%. Na bomba a diferença será de 25 centavos. Isso não foi o suficiente para agradar os caminhoneiros que prometem continuar com a greve até sexta-feira, segundo o jornal Folha de São Paulo.
 
No Rio Grande do Norte há registros de interdições na BR 101, na Ponte de Igapó e na BR 304 nesta quinta-feira.
 
O presidente do Sindicato  dos Caminhoneiros do RN (SINDICAM), Thiago Hodan, disse que as reivindicações dos motoristas vai além da alta dos combustíveis. Os baixos valores dos fretes tem prejudicado por muito tempo à categoria. Ele diz que uma das reivindicações dos grevistas são os pedágios. "A insistente cobrança de pedágio dos motoristas, mesmo quando eles trafegam vazios e com os eixos dos caminhões suspensos".
 
Questionado se as manifestações não atrapalham o direito de ir e vir de quem precisa trafegar pelos pontos de bloqueios, Thiago Hodan é categórico "Assim como existe o direito de ir e vir, há também o direito de protesto".
 
Ele ainda explica que o Sindicato dos Caminhoneiros do Rio Grande do Norte se posiciona de forma pacífica na greve, e recomenda aos motoristas que decidirem integrar o movimento, se manifestarem dentro do limite da legalidade, desaprovando ações arbitrárias e atos de violência que venham a culminar em ameaça à integridade física e patrimonial de terceiros.
 
Maneira errada de se manifestar
 
Para o vice-presiente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Parnamirim, Gilvan Mikelison, os motoristas que interditam a rodovia de entrada da cidade, se manifestam de forma equivocada. "O protesto é legítimo demais, tem que ser feito, se não fica por isso mesmo." Porém o vice-presidente da CDL não concorda com a estrategia dos protestos "Estão interrompendo a porta de entrada de uma cidade. Você imagine pessoas indo para os seus trabalhos, alguém que estiver sendo transportado em uma ambulância. O protesto feito ali [na BR 101] só vai chamar a atenção ".
 
Ele ainda afirma que as paralisações trazem prejuízos ao comércio, o foco das reivindicações deveriam causar transtornos unicamente aos representantes dos governos e não aos cidadãos comuns.
 
Para Mikelison a diminuição dos impostos poderia ser uma solução de reduzir o preço final do combustível na bomba. "Eu não culpo o distribuidor e nem os donos de postos, eles não são culpados, o 'camarada' já recebe o combustível tributado, o negócio é no nascedouro e a composição tributária. No nordeste nosso combustível é mais caro devido a carga tributária, já começa por aí.  Finaliza.