Opinião

Que 2018 seja de luta e amor!

Jornalista escreve sobre o que espera para o ano que vem.

Por: Celinna Carvalho
20/12/2017

Foto: Arquivo pessoal
2016 marcou a história como o ano que nunca acabou. Ele marcou tanto o país quanto a nós enquanto cidadãs e cidadãos. 2017 foi pelo mesmo caminho; profundas mudanças sociais nos afetaram de maneiras cruéis. Muita água ainda vai rolar na política do país, as expectativas estão cada vez mais diluídas em meio a tanta desordem - de “Ordem e Progresso” nada temos.
 
Os mais velhos (avós) dão adeus ao ano velho como se ele fosse um idoso que morre, a percepção do ano novo é como um bebê que nasce cheio de vida e de sonhos. Mas será que ainda conseguimos sonhar? Esse questionamento faz parte da vida de muitos brasileiros. 
 
Afinal, fim de ano quase sempre emana uma energia diferente, já perceberam? Diante dos apelos diários, nós criamos um universo paralelo. Por conta do discurso de renovação, a ansiedade toma conta do nosso ser, o desejo de mudança reflete nas práticas cotidianas, o adeus ano velho está cada vez mais próximo. 
 
Mas o que esperar de 2018? Tenhamos certeza, vai passar voando, pois teremos copa do mundo e eleições presidenciais. Ano movimentado mexe com as nossas emoções. Imaginemos só um ano marcado pelo futebol, as energias se voltarão para Neymar, Tite, Daniel Alves, e assim vai. 
 
Um pouco depois virá toda a conturbação das eleições, os questionamentos serão ainda mais numerosos. Nós vamos finalmente mudar o congresso? Não temos como afirmar, tudo muda quando a corrida eleitoral começa. Os lobos se transformam em ovelhas, o povo é persuadido, rostos novos dão esperança, a transformação é vista, porém não sabemos se será aplicada.  
 
Apesar dos pesares, 2017 foi um ano produtivo, vocês podem se perguntar: mas como? Perdemos direitos importantes!
 
No entanto, pensemos: foi produtivo porque derrubou um magnata do cinema de Hollywood; foi produtivo porque mostrou que as mulheres unidas podem quebrar muitas barreiras - é aquela música cantada nas ações feministas: “companheira me ajude que eu não posso andar só, eu sozinha ando bem, mas com você ando melhor”; foi produtivo porque mulheres como Taís Araújo gritaram para o Brasil que o racismo existe e nos afeta: “No Brasil, a cor do meu filho é a cor que faz com que as pessoas mudem de calçada, escondam suas bolsas e blindem seus carros”. Esse discurso fez muita gente refletir. Embora muita criticada, Taís não ficou calada diante da submissão e da opressão. 
 
O ano de 2018 será uma extensão deste último no cenário sociopolítico e econômico, todavia terá pausas para festejar o futebol e uma grande intensificação na corrida eleitoral. Não temos como afirmar o desfecho dos fatos. Será que o Brasil leva a taça? Quem vencerá as eleições? As propostas do atual governo serão barradas no congresso? São muitas perguntas para poucas respostas, tudo vai mudar de acordo com as estações que 2018 carrega.