Opinião

2017 dependerá do foco, do globalizado, da informação, do conhecimento, do saber

Advogado Evandro Borges, que é colunista do Portal PN, analisa aspectos diversos do ano que entra, opinando sobre o que acontecerá no país.


09/01/2017

Foto: Arquivo PN
A humanidade sempre procurou as perspectivas para o futuro, muitos fazem realizando adivinhações, alguns de forma religiosa, mas conjecturar, fazer um exercício de previsibilidade, buscar os rumos, precisa ter uma base, uma tendência, uma sustentação, a linha que busque o horizonte, pois, às vezes todas os traços, desaguam em novidades, em algo completamente surpreendente.
 
De 2013 até 31 de dezembro de 2016 ocorreram uma torrente de novidades no país, uma participação ativa nas ruas, de diversos cordões, a mobilização pela internet e as redes sociais, a violência instalada tentando vencer o Estado, novos valores postos na ordem do dia, como a liberdade sexual, casamentos homossexuais, discussão de valores sobre a democracia e direitos humanos considerados universais sendo contraditados, eleições com resultados imprevisíveis, diante da diversidade nada é consensual e padrão.
 
Qual é a base para assegurar as perspectivas? Qual a análise com mais segurança pode apontar os rumos? A pluralidade e a riqueza cultural, as diferenças regionais e a globalização que padroniza, constrói uma diversidade sem precedentes, destruindo a previsibilidade, o popular ou o erudito, ambos? Talvez, então, precisamos erguer diante de todos os acontecimentos, vida e morte? Os dois estão interligados?
 
A economia neoliberal contra as lutas sociais, estas neste ano de 2017 está desenhado o quadro de confronto, a partir da reforma previdenciária tolhendo direitos, colocando dois lados em embate, quem vai convencer a opinião pública? De que lado você vai ficar? A proposta é cruel, aumento de idades para a obtenção do benefício para aposentadoria, redução de benefícios para a pensão por morte, desvinculação do salário mínimo, etc e etc.
 
A intensificação da reforma política vai ser mais forte, inclusive com os casuísmos que já se iniciaram, eleição para a Presidência da Câmara,  questões constitucionais estarão na ordem do dia, com a mesma participação do STF, os passos para a eleição presidencial de 2018 ficaram de maneira mais clara, os projetos políticos serão colocados com mais transparência e a luta institucional continuará.
 
A crise vai exigir um Estado mais eficiente, em suas ações, sem desperdícios, sem corporativismos e sem privilégios, atingindo objetivos, exigindo capacidade de diálogo e realização, a reforma administrativa de necessidade começará a se realizar, mas, dependerá da mobilização popular, que se dá acima dos partidos e das lideranças, através do exemplo e da rede de informações.
 
As perspectivas para 2017?  Dependerá do foco, do pontual, e do globalizado, da informação, do conhecimento, do saber, da capacidade de analisar e realizar, de articular em rede, do bom projeto, da escolha diante das alternativas, da especialização e da generalização, não há uma bula, uma receita a prescrever, um único caminho, uma única dimensão.