Mais de 320 mil crianças foram registradas sem o nome do pai durante a pandemia

14/03/2022


Foto: Reprodução

Ao longo da pandemia da covid-19, mais de 320 mil crianças foram registradas somente com o nome da mãe na certidão de nascimento, indicam dados do Portal da Transparência do Registro Civil. De acordo com a plataforma, que é administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais, os reconhecimentos de paternidade caíram mais de 30% em comparação com 2019.

Em números absolutos, 160.407 recém-nascidos foram registrados com apenas o nome da mãe em sua certidão de nascimento em 2020. Em 2021, foram 167.399 mil. As informações foram coletadas nos 7 654 Cartórios de Registro Civil do Brasil, distribuídos em todo País. Os recordes são verificados nos anos com menor índice de nascimentos desde o início da série histórica dos cartórios, em 2003, com 2.644.562 registros em 2020 e 2.642.261 em 2021. 

Em números absolutos, 160.407 recém-nascidos foram registrados com apenas o nome da mãe em sua certidão de nascimento em 2020. Em 2021, foram 167.399 mil. As informações foram coletadas nos 7 654 Cartórios de Registro Civil do Brasil, distribuídos em todo País. Os recordes são verificados nos anos com menor índice de nascimentos desde o início da série histórica dos cartórios, em 2003, com 2.644.562 registros em 2020 e 2.642.261 em 2021. 

A mesma tendência foi observada nas regiões Centro-Oeste (16 080), Sul (18.573) e Sudeste (56.947), que viram crescer os registros apenas com o nome materno em 2021", apontou a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais. Já a região Sudeste observou a maior com queda nos atos de reconhecimento de paternidade durante a pandemia. Em 2019, 27 279 mil pais reconheceram seus filhos, número 40% maior que o observado em 2020 (16.054) e 2021 (14.879).

 

Fonte: Estadão Conteúdo