MERCADO, Campo de Ourique…

12/11/2021

Por: Liliana Borges
Foto: Reprodução

 

 

Campo de Ourique é uma freguesia do município de Lisboa inserida na Zona do Centro Histórico que foi criado na altura da reorganização administrativa da capital em 2012, fruto da fusão de Santa Isabel e Santo Condestável.

O bairro é gracioso, tranquilo e residencial com um forte comércio diversificado, marcando sua presença com traços modernos e tradicionais, harmonicamente, no coração da cidade entre as Amoreiras, Estrela e Prazeres. 

É muito agradável caminhar por suas ruas, pois aproveitei a oportunidade da companhia de bons amigos para curtir e conhecer o lugar. Logo que chegamos fomos ao “Mercado de Campo de Ourique”. Visitar mercados é sempre uma ótima pedida, pois conhecemos uma porção da região recheada de cultura, história, culinária, economia e seus produtos regionais, enfim suas tradições. 

Uma das entradas está afixada o “Manifesto do Mercado”, forma adorável de descrever e sentir o ambiente em poesia: “…é para quem tem olho na barriga. É assim desde 1934. É um lugar ameno e fresco, popular e charmoso, caricato e formal, arejado e resguardado, novo e antigo, onde se come bem e se é bem servido para comer em casa…” 

É exatamente como mencionam: “São os frescos de Lisboa”, pois suas frutas, legumes e produtos estão sempre frescos com excelente qualidade. A estrutura é composta por peixarias, floristas, tapas, petiscos, bebidas, gelados, iguarias portuguesas, frescura e tradição, além de tudo isto é ponto de encontro de amigos.

Passeando por seus corredores tive o privilégio de conhecer a linda senhorinha Fernanda Mota quem é florista no mercado há 50 anos e sua encantadora loja. Mais adiante os “Frutos Secos do Mercado” com seus saborosos produtos com atenção do Senhor Felipe Lopes, entre muitos outros.

A culinária é uma de suas preciosidades. Saboreamos “Berbigão à Bulhão Pato”. É uma espécie de molusco em uma concha formado por duas valvas. O nome do petisco provavelmente é um tributo ao poeta português Raimundo Antônio de Bulhão Pato após ter mencionado um cozinheiro nos seus escritos.

Não paramos por aí, saboreamos um suculento “Pica Pau de Porco”, é semelhante nossa carne picadinha, porém temperada a base de alho, louro e vinho branco, ainda, petiscamos batatas fritas crocantes com oréganos e queijo da ilha, acompanhamos com os preciosos vinhos portugueses e cervejas especiais. E por fim o Moscatel Roxo de Setúbal Superior da José Maria da Fonseca. 

Vale destacar que há grande variedades de sabores, incluído deliciosos sanduiches, petiscos e muito mais. Minha filha preferiu um italiano, “espaguete à carbonara”, como sobremesa um gelado artesanal de morango, “Artisani”. Simplesmente tudo que experimentamos estava espetacular…

Continuando a caminhada nas redondezas nos deparamos com a suntuosa Igreja do Santo Condestável projetada pelo arquiteto português Vasco Regaleira, inaugurada em 1951. Sua denominação foi em honra a D. Nuno Álvares Pereira (1360-1431), conhecido como Santo Condestável, foi um general português do século XIV, considerado génio militar que comandou exércitos na sua maioria com número de soldados inferior ao inimigo e venceu todas as batalhas.

Nas proximidades o comércio floresce, entre eles a “Gleba, Moagem e Padaria” que enchem nossos olhos e paladar, bela decoração e produtos de dar água na boca. Saboreamos um delicioso panetone com frutas secas e chocolate. “É dos Deuses!” 

Vale salientar que compartilhamos tudo, é uma forma de apreciar diversos sabores da culinária em uma região. Um pouco de tudo… 

E assim passamos uma tarde agradabilíssima, falamos muitas bobagens, risadas e gargalhadas, momentos que levamos como boas recordações por toda vida…