Do Chile, reflexões sobre a educação profissional online em tempo de Pandemia

26/06/2020

Por: Andrezza Tavares & Bento Silva
Foto: Javier E. Tricot Fernández

 

Entrevista com Javier E. Tricot Fernández: “Do Chile, reflexões sobre a educação profissional online em tempo de Pandemia

     Entrevista internacional concedida por Javier E. Tricot Fernández ao portal de jornalismo Potiguar Notícias. O entrevistado é professor do Centro de Formación Técnica - Pontificia Universidad Católica de Valparaíso, Chile. Na entrevista fala-nos da experiência educativa chilena sobre a educação profissional ocorrida na modalidade online em tempo de Pandemia. Considera que implementação tecnológica do Chile é muito precária, que esta situação evidenciou que está chegando um momento de fortes mudanças na educação, e que, sendo muito provável que situações como as que estamos a viver voltem a ocorrer, o país e as escolas devem estar preparados para poder operar com as modalidades online e offline com mais qualidade. A entrevista realizada originalmente no idioma espanhol foi traduzida pela Professora e Jornalista Andrezza Tavares.  

1. Como o Professor Javier E. Tricot Fernández, a partir de sua própria atividade docente, nos descreve o contexto da educação virtual adotada na educação profissional do Chile a partir da Pandemia do covid-19?

      Embora tenha sido difícil trazer à docência presencial da educação profissional  para o contexto online, a experiência tem sido muito melhor do que o esperado, uma vez que o Instituto de Educação do Centro de Formação Técnica da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso, no Chile, tem cooperado com os implementos necessários para trabalhar à  distância nas aulas online.

   Podemos afirmar que é uma condição maior de trabalho, sendo muito mais complexo planejar atividades que consigam promover a aprendizagem dos alunos, por exemplo. A relação online não é idêntica a presencial, inclusive, na sala de aula.

2. Considerando os aspectos sociais, econômicos e ambientais do Chile, destacadamente no contexto da pandemia, qual a expectativa sobre o futuro do país?

     A situação é complexa pois a lacuna econômica e tecnológica é alta. Além disso, o Centro de Formação Técnica da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso atende alunos de alta vulnerabilidade social, por isso, o Instituto tem tido que apoiar os alunos com implementos como computadores, tablets e modem de internet móvel. Isso está sendo replicado na maioria das instituições de ensino do país.

3. No Brasil, as transformações do ensino presencial para o ensino com o uso de novas tecnologias tem como principal contraponto o aspecto econômico e social dos estudantes. No Chile este aspecto também afetou os alunos da educação profissional em 2020?

     Esta pandemia deixa claro que a implementação tecnológica do Chile é muito precária e que deve primeiro garantir a conexão alargada à internet, de qualidade, em escolas e casas de estudantes vulneráveis. A pandemia evidenciou que está claro que chegou um momento de fortes mudanças na educação. É muito provável que situações como as que estamos vivendo por meio de uma segunda onda de pandemia voltem a ocorrer, assim, o país e as escolas, devem estar preparados para poder operar com as modalidades on-line e off-line sem grandes problemas.

4. Que orientações foram dadas às instituições de ensino para a implementação das contingências causadas pela pandemia?

    Dentro das diretrizes está a flexibilidade das avaliações e a frequência dos alunos. O instituto atende alunos vulneráveis, por isso é necessário facilitar todos os caminhos para que todos os alunos, apesar das dificuldades, possam participar do processo educacional sem maiores complicações e desistências.

5. Em sua avaliação como os professores estão atravessando esta inusitada experiência de aulas remotas?

    Acho que tudo já está mencionado, mas é importante que os professores também sejam apoiados no campo tecnológico, pois muitos professores não têm formação suficiente para lidar com tecnologias da informação. Isso faz com que as aulas de qualidade muitas vezes falhem. Assim, as instituições devem preparar treinamentos orientados para a formação de professores.

 

Nota: Esta entrevista publicada no Portal de Jornalismo Potiguar Notícias integra o repertório de publicações do Projeto pluri-institucional intitulado “Diálogos sobre Capital Cultural e Práxis do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) - IV EDIÇÃO”. O Projeto, vinculado à Diretoria de Extensão (DIREX) do campus IFRN Natal Central e ao Programa de Pós-Graduação Acadêmica em Educação Profissional PPGEP do IFRN, articula práxis do campo epistêmico da Educação a partir de atividades de ensino, pesquisa, extensão, inovação e internacionalização com o campo da comunicação social a partir da dinâmica de produções jornalísticas por meio de diversos canais de diálogo social como: portal de jornal eletrônico, TV web, TV aberta, rádio e redes sociais. O objetivo do referido Projeto de Extensão do IFRN é socializar ideias e práxis colaboradoras da educação de qualidade social, de desenvolvimento humano e social por meio da veiculação de notícias em dispositivos de amplo alcance e difusão de comunicação social. Para mais informações sobre o Projeto contacte a coordenadora: andrezza.tavares@ifrn.edu.br.  

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Transcrição da entrevista na íntegra e no idioma original

 

Nome: Javier E. Tricot Fernández 

Instituição: Centro de Formación Técnica - Pontificia Universidad Católica de Valparaíso. Chile.

 

1.¿Cómo ve la actividad docente en el contexto de la Pandemia?

Si bien ha sido complicado el llevar una asignatura de presencial a online la experiencia ha sido bastante mejor de lo esperado, ya que el instituto a cooperado con los implementos necesarios para trabajar a distacia en clases en línea.

Supone una carga mayor el trabajo ya que es muy más complejo el planificar actividades que logren abarcar un aprendizaje de los estudiantes, ya que la enseñanza en línea no es idéntica a la enseñanza presencial en el aula.

2.¿Cuál es su visión objetiva ante la situación social, económica y ambiental para el futuro en su país?

 La situación es compleja ya que la brecha económica y tecnológica es alta, además el Centro atiende a estudiantes de alta vulnerabilidad social, por lo que el instituto ha tenido que apoyar a los estudiantes con implementos como computadores, tablets, y modem de internet móvil.

Esto se replica en la mayoría de las instituciones educativas del país.

3. ¿Qué transformaciones observa en la enseñanza presencial relacionada con el uso de nuevas tecnologías y el aspecto/comportamiento social de los alumnos por causa del aislamento social obligatorio en 2020?

Esta pandemia deja claro que la implementación tecnológica que posee Chile es muy precaria, y que debe asegurarse en primer lugar una conexión a internet en escuelas y hogares de estudiantes vulnerables de calidad. Ya que es claro que se vienen tiempos de cambios muy importantes en educación. Sobre todo, que es muy probable que vuelvan a producirse situaciones como las que estamos viviendo de pandemia, por lo que como país y centros educativos debemos estar preparados para poder transitar entre modalidad online y presencial sin mayores problemas?

4.¿Qué orientaciones han sido dadas a las instituciones de enseñanza para  su implementación ante las contigencias provocadas por la pandemia? ¿Usted está de acuerdo con todas esas orientaciones? Caso no, explíquenos.

Dentro de las orientaciones es la flexibilidad de las evaluaciones y de la asistencia de los estudiantes, ya que como he mensionado antes, el instituto atiende a estudiantes vilnerables por lo que hay que facilitar todos los caminos para que todos los estudiantes a pesar de sus dificultades puedan participar del proceso educativo si mayores complicaciones.

5.¿Desearía comentar algún aspecto en especial respecto a actividad académica, pandemia, política, economía y sociedad?

Creo que todo está mencionado ya, pero sí que es importante que los profesores también sean apoyados en el ámbito tecnológicos ya que muchos profesores no se manejan con las tecnologías de la información. Esto provoca que muchas veces no se puedan realizar clases de calidad. Por lo que las instituciones deben preparar capacitaciones orientadas en ese sentido.

 

Fonte: Javier E. Tricot Fernández